CRISE VERDE

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O emblema verde de Lisboa, o Sporting, está a atravessar uma crise grave de identidade e de postura desportiva, a que se associa um posicionamento directivo desastroso e, ainda, um comportamento sarrafo de uma das suas principais figuras, o Presidente da Direcção.

Bruno de Carvalho, com os seus postes nas redes sociais, com as suas aparições públicas sempre afoito a introduzir palavras em riste e sem a compostura que deve ser exercida por um dos membros mais elevados da hierarquia do Clube, compromete o SCP.

Este dirigente, de uma das colectividades mais emblemáticas e de projecção nacional e internacional, por onde passaram dirigentes, treinadores, jogadores e associados de fiel civismo, de pressentida cidadania, de contornos desportivos de reconhecido mérito e valia, está a afundar-se no lodo que Bruno de Carvalho tem atirado para toda a máquina do Clube.

Não sei se escapa alguém à poeira de um discurso aziago, desequilibrado, desavergonhado, desonrado e vexatório.

Este coveiro do Sporting, tem vindo, e lamentavelmente, a atirar pazadas de impropérios e de maledicência para o plantel. Depois, contou com um treinador que, e apesar de pouco dado a polimentos e a saber estar, foi um elo de relevo numa outra crise recente. Soube estar. Soube refrescar ânimos. Soube colaborar. Soube delimitar o balneário. Soube defender quem comanda. Soube ser Jesus para se perceber Jorge...

Esta crise grave que se espalhou e contamina o desporto rei nacional, até levou a 2.a figura da Nação, em atitude desastrosa e pouco digna, para o cargo que lhe compete, a vir a público, em plena AR, a botar faladura.

Já o PR se mostrou agastado e disse que era um vexame a situação que ocorreu na Academia de Alcochete.

Outros, como o responsável pela Juventude e o Desporto, limitaram-se a debitar palavras não percebendo que não fizeram, e convenientemente, o trabalho de casa.

Deveriam ter promovido reuniões, a seu tempo. Deviam tentar agregar o futebol, entre equipas, dirigentes, sócios e claques, com a participação directa e a intervenção das várias forças de segurança.

Depois, o Secretário de Estado da Tutela já devia ter sido o impulsionador de acções de sensibilização, junto das claques, com a presença de representantes da PSP e da GNR e, também, dos Órgãos Federativos Nacionais e dos Distritais que lidam com a bola, no seu todo.

Este Bruno de Carvalho veio agitar o futebol. Veio dar-lhe gás para o fazer explodir. Veio comprometer a imagem do nosso futebol. Veio tentar dividir para reinar. Veio terrorizar. Veio incendiar. Veio destabilizar. Um dirigente desportivo é o contrário deste mercenário do futebol e deste capataz do Sporting que não sabe dirigir homens, nem jogadores nem a equipa técnica.

Deitou o fogo. Deu-lhe mexa. Ateou chamas, em quase todo o lado. Trauliteiro e a jeito mafioso fez-se encomendador da "alma" verde... Outros se fizeram comendadores pelos serviços prestados.

Vim a saber, agora, que não existem imagens gravadas da entrada dos tais 50 energúmenos na Academia de Alcochete. Quem as terá mandado apagar ou dado ordens para se desligar o circuito de videovigilância?

Esta procissão encomendada por Bruno de Carvalho está, ainda, a sair da capela de Alvalade. Quando começar o passo e o compasso, que venha mostrar os contornos desta palhaçada, vai ser o bom e o bonito.

Quem sairá chamuscado deste folhetim sem igual e sem precedentes no futebol português?

Há palhaços mais atilados que não precisam de usar uma linguagem brejeira e de sarjeta para nos fazerem rir.

Os membros de outros órgãos directivos do SCP - AG e Conselho Fiscal - já se demitiram.

E que espera Bruno de Carvalho ? Será que está à espera do pálio para se resguardar do sol e da chuva que estará para vir?

António Barreiros