Dois pesos e duas medidas
*Já se sabia que a UE, a CE e o BCE têm dois pesos e duas medidas ou, dito
de outro modo, utilizam pessoal que só "segue a voz do dono".*
*Estou curioso de assistir à actuação dos Deputados Portugueses no
Parlamento Europeu, bem como ao comentário do comissário Carlos Moedas, a
propósito da publicação do tratamento de privilégio dado pelo BCE ao
Deutsche Bank.*
*Bem como apreciaria saber que o Banco de Portugal e outras instituições
são capazes de ponderar a suspensão das consultadorias solicitadas ao
Deutsche.*
*Sande Brito Jr*
*Deutsche Bank recebeu tratamento especial nos ‘stress tests’*
Marta Marques Silva
.
*O "Financial Times" avança hoje que os rácios de capital do banco alemão
foram alavancados por uma concessão especial, autorizada pelo Banco Central
Europeu.*
Johannes Eisele/Reuters
Banca e SegurosEconomia
O Deutsche Bank terá recebido tratamento especial nos stress tests
realizados pela Autoridade Bancária Europeia (EBA) este verão. De acordo
com o “Financial Times”, os rácios de capital do banco foram alavancados
por uma concessão aprovada pelo supervisor, o Banco Central Europeu.
O maior banco alemão, cujo valor das ações caiu mais de 20% nas últimas
semanas, com receios de a dimensão da multa a ser aplicada pelos EUA, tem
utilizado os resultados dos stress tests como garante da sua saúde
financeira. No entanto, os resultados do banco incluem quatro mil milhões
de dólares da venda da participação no banco chinês HuaXia, embora o
negócio não estivesse fechado no final de 2015, a data limite para cálculo
nos testes.
O negócio, que continua sem estar fechado, enfrenta agora atrasos
regulatórios, mas o Deutsche Bank diz estar confiante de que a transação
ficará completa ainda este ano.
De acordo com a publicação britânica, o tratamento especial dado a este
negócio surge numa nota de rodapé dos stress tests ao banco alemão. A mesma
publicação adianta que nenhum dos outros 50 bancos tiveram notas de rodapé
semelhantes, apesar de várias instituições terem negócios acordados mas não
completos no final de 2015. O Caixabank, por exemplo, completou a venda de
activos internacionais em março, no valor de 2,65 mil milhões de euros, mas
não foi autorizado a incluir o impacto do negócio nos resultados dos testes.
O Deutsche Bank alcançou um rácio Common Equity Tier I de 7,8% no pior dos
cenários do teste. Sem a venda da participação no banco chinês, o rácio
teria caído para 7,4%, ainda assim acima do rácio mínimo exigido. No
entanto, o forte resultado conseguido pelo banco alemão ajudou a acalmar
receios que já se faziam sentir no mercado.
Em resposta ao Financial Times, o BCE afirmou “tratar todos os bancos de
forma igual e em linha com a regulação”, e escusou-se a comentar bancos
específicos. - Ler mais em: http://scl.io/0XbxRUCY#gs.WRpn1fU
de outro modo, utilizam pessoal que só "segue a voz do dono".*
*Estou curioso de assistir à actuação dos Deputados Portugueses no
Parlamento Europeu, bem como ao comentário do comissário Carlos Moedas, a
propósito da publicação do tratamento de privilégio dado pelo BCE ao
Deutsche Bank.*
*Bem como apreciaria saber que o Banco de Portugal e outras instituições
são capazes de ponderar a suspensão das consultadorias solicitadas ao
Deutsche.*
*Sande Brito Jr*
*Deutsche Bank recebeu tratamento especial nos ‘stress tests’*
Marta Marques Silva
.
*O "Financial Times" avança hoje que os rácios de capital do banco alemão
foram alavancados por uma concessão especial, autorizada pelo Banco Central
Europeu.*
Johannes Eisele/Reuters
Banca e SegurosEconomia
O Deutsche Bank terá recebido tratamento especial nos stress tests
realizados pela Autoridade Bancária Europeia (EBA) este verão. De acordo
com o “Financial Times”, os rácios de capital do banco foram alavancados
por uma concessão aprovada pelo supervisor, o Banco Central Europeu.
O maior banco alemão, cujo valor das ações caiu mais de 20% nas últimas
semanas, com receios de a dimensão da multa a ser aplicada pelos EUA, tem
utilizado os resultados dos stress tests como garante da sua saúde
financeira. No entanto, os resultados do banco incluem quatro mil milhões
de dólares da venda da participação no banco chinês HuaXia, embora o
negócio não estivesse fechado no final de 2015, a data limite para cálculo
nos testes.
O negócio, que continua sem estar fechado, enfrenta agora atrasos
regulatórios, mas o Deutsche Bank diz estar confiante de que a transação
ficará completa ainda este ano.
De acordo com a publicação britânica, o tratamento especial dado a este
negócio surge numa nota de rodapé dos stress tests ao banco alemão. A mesma
publicação adianta que nenhum dos outros 50 bancos tiveram notas de rodapé
semelhantes, apesar de várias instituições terem negócios acordados mas não
completos no final de 2015. O Caixabank, por exemplo, completou a venda de
activos internacionais em março, no valor de 2,65 mil milhões de euros, mas
não foi autorizado a incluir o impacto do negócio nos resultados dos testes.
O Deutsche Bank alcançou um rácio Common Equity Tier I de 7,8% no pior dos
cenários do teste. Sem a venda da participação no banco chinês, o rácio
teria caído para 7,4%, ainda assim acima do rácio mínimo exigido. No
entanto, o forte resultado conseguido pelo banco alemão ajudou a acalmar
receios que já se faziam sentir no mercado.
Em resposta ao Financial Times, o BCE afirmou “tratar todos os bancos de
forma igual e em linha com a regulação”, e escusou-se a comentar bancos
específicos. - Ler mais em: http://scl.io/0XbxRUCY#gs.WRpn1fU
Enviado por Sande Jr.
