DOM MARCELO, o evidente
DOM MARCELO, o evidente
Dizem para aí as más línguas, e algumas boas, que Dom Marcelo, o republicano que age como um rei, na sua ainda curta presidência já consegui bater o record de Soares, o “bochechas”, nas suas viagens externas de circunvalação ao planeta em que habitava até o diabo o ter chamado para seu conselheiro lá nos domínios que senhoreia.
Afetuoso, na Croácia - o último destino até ao próximo – Dom Marcelo, marmelo ou martelo, em visita oficial convidou uma jovem para vir nadar com ele no Guincho. Deve ser, diz-se por aí, para lhe testar as qualidades nadaduras…
Internamente, Marcelo e Costa, cada um a seu jeito, preparam-se para os próximos embates. ”Encostado” ao governo, de que se tem feito porta-voz, Marcelo está a ser vítima de si próprio: com os cidadãos cansados de tantos “afetos”, e, ao contrário do propalado, com cada vez mais fome, com os meses a terem mais de quarenta dias em vez dos vinte e oito/ trinta e um oficialmente estabelecidos, o presidente já está a ser marginalizado pelos media, fartos de comes e bebes rotineiros.
Tal como Marques Mendes é corneta de Belém, Marcelo não tem passado de simples corneteiro de Costa, que, acimando-o, apresenta números irreais: o défice conseguido à custa de impostos indiretos que fizeram decrescer o nível de vida, e da caloteirice governativo, que, deixando de investir também deixou de pagar aos fornecedores.
Com Marcelo na suas “mãos”, Costa atirou fora o sorriso filhodapútico e colou um de pessoa segura, ele que deve andar a borrar-se todo com receio de que o FMI e Bruxelas descubram as contas “coloridas” que o governo anda por aí a apresentar.
Costa já não precisa do porta-voz marcelado: para quê ter porta-voz se ele próprio pode ser voz?
E Macelo? É evidente: “ardeu”. Com Passos a rir e a coçar a barriga. E com Costa à gargalhada, a gozar com os dois, uma espécie de fábula do leão, a raposa e o lobo.
