E depois?

.E depois?

 

Sem dizer água-vai, numa deslocação com representantes de todos os demais grupos parlamentares, o BE recusou integrar a comitiva que Marcelo Rebelo de Sousa levou atrelada numa inédita visita de Estado a terras de Fidel Castro.  

Luís Montenegro (PSD), Idália Serrão (PS), Hélder Amaral (CDS), António Filipe (PCP) e José Luís Ferreira (PEV) foram os deputados que escoltaram o chefe de Estado. Por razões que a razão desconhece, o BE baldou-se, inquinando o convite.

 Marcelo Rebelo de Sousa viajou para Havana na terça-feira em voos comerciais, escalando em Paris, para adsorver a luz da cidade.

O chefe de Estado português foi convidado por Raúl Castro para visitar Cuba e aproveita a deslocação à Cimeira Ibero-Americana que vai decorrer entre sexta-feira e sábado, dias 28 e 29 de outubro, em Cartagena das Índias, na Colômbia, para responder agora a esse convite.

De acordo com o programa divulgado, além da componente institucional, esta visita tem também uma vertente cultural e dá especial atenção às relações económicas, incluindo o encerramento de um Fórum Empresarial Bilateral Portugal-Cuba, organizado pela Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP).

Neste momento, Cuba atravessa um processo de gradual abertura económica e recentemente retomou relações diplomáticas com os Estados Unidos, que, no entanto, mantêm o pseudo-embargo económico e financeiro iniciado há mais de meio século.

Desejando que o abraço entre os dois chefes de estado (um na reserva e substituído pelo irmão), seja salutar, a malta d’ O Ponney espera que o vírus de “A revolução continua” não infecte Marcelo do mesmo modo que infectou Otelo. Até porque o Campo Pequeno ainda tem obras recentes e serve para outros palcos.

Lágrimas que a gente chora.