*Ele há estudos e estudos. Conforme as encomendas!*
*Ele há estudos e estudos. Conforme as encomendas!*
*Afirmações dúplices e tendenciosas que, quem as profere, **não aguenta**.*
*No bolo dos 35 mil milhões estão, por demais, incluídos os accionistas
contribuintes, enquanto accionistas de facto e enquanto pagantes dos
buracos que determinados accionistas aprofundam para os contribuintes
accionistas* irem pagando, não é fernando?*
** Os mesmos que suportam a fatia que sai do erário público para os
familiares que tão bem alguéns te "instalaram".*
*Sande Brito Jr*
*Em 16 anos os bancos destruíram 35 mil milhões aos acionistas, diz Ulrich*
Maria Teixeira Alves
<http://www.jornaleconomico.sapo.pt/noticias/autor/maria-teixeira-alves>
19:57 <http://www.jornaleconomico.sapo.pt/noticias/date/2017/01>
Ao todo os acionistas perderam 35,5 mil milhões de euros com o investimento
nos bancos. Já os contribuintes nos mesmos 16 anos perderam na banca 4,4 a
6,4 mil milhões de euros. "Não foram os contribuintes que pagaram a banca",
conclui o banqueiro.
[image: Imagem inline 1]
Cristina Bernardo
Foi numa reunião informal com a imprensa que o presidente do BPI apresentou
em estudo, elaborado pela equipe do banco, a demonstração de que afinal
quem tinha pago a limpeza do balanço dos bancos foram os acionistas e não
os contribuintes. Este era o recado que Fernando Ulrich trazia ao mercado,
para esclarecer aqueles que apregoam que os contribuintes pagaram os
problemas da banca.
Essa era a intenção mas o timing da conclusão deste estudo não ajuda ao seu
concorrente BCP, que vai amanhã para o mercado tentar angariar capital dos
acionistas.
Entre 2001 e 2017, os acionistas dos maiores bancos em Portugal (incluindo
o Estado na CGD) viram seu capital destruído em cerca de 35 mil milhões de
euros, o que equivale a 19% do PIB de 2016 “foi uma destruição de capital
acionista colossal”, disse o banqueiro.
Continuar a ler
O que distorceu a concorrência e provocou uma distorção brutal na alocação
de recursos da economia, ao ter “custos elevadíssimos em termos de redução
do potencial de crescimento da economia e de criação de emprego”, explicou
Fernando Ulrich.
O banqueiro defende que custo suportado por Estado e contribuintes foi
muito baixo quando comparado com accionistas e outros países.
Cinco dos maiores bancos portugueses – BES/Novo Banco, BCP, CGD, Banif e
BPN – destruíram cerca de 35 mil milhões de euros em capital injectado
pelos seus accionistas entre 2001 e 2017, de acordo com as contas feitas
pelo BPI com base em informação pública.
As contas foram feitas já incluindo o aumento de capital de 1,332 mil
milhões de euros em curso e o aumento de capital anunciado para a CGD que
só vai ficar concluído este ano.
O BES/Novo Banco foi quem fez o maior montante de aumentos de capital nos
últimos dezasseis anos: 13,111 mil milhões de euros, incluindo 1,948 mil
milhões de retransmissão de passivos em dezembro de 2015 e 548,3 milhões do
passivo (obrigações) da Oak Finance que ficou no BES mau. Os acionistas
nestes anos receberam em dividendos 1,4 mil milhões de euros. Ou seja os
acionistas perderam no BES 11,711 mil milhões de euros em 16 anos.
O BCP, que entra amanhã com mais um mega-aumento de capital no mercado
(primeiro dia de transação de direitos), pediu aos acionistas 9,405 mil
milhões de euros desde 2001 e pagou em dividendos 1,837 mil milhões, o que
significa que os acionistas “deram” ao banco 7,568 mil milhões de euros.
A Caixa fez 8,494 mil milhões de euros de aumento de capital e pagou em
dividendos ao Estado 2,183 mil milhões, o que significa que custou aos
contribuintes o banco público 6,011 mil milhões de euros em 16 anos.
O desaparecido BPN teve dos acionistas 5,842 mil milhões de euros de
reforços de capital e pagou de dividendos 123 milhões (só foi possível
apurar os dividendos de 2003), a perda para os acionistas foi de 5,7 mil
milhões de euros. Os montantes do BPN incluem as perdas do Estado até
dezembro de 2015 apuradas pelo Tribunal de Contas e que incluem a situação
líquida negativa actual de 2,2 mil milhões de euros.
O Banif, outro banco que sofreu uma medida de Resolução, pediu aos
acionistas 4,713 mil milhões e deu em dividendos 181 milhões, tendo os
acionistas do banco perdido 4,533 mil milhões. Os valores do Banif incluem
a injeção do Fundo de Resolução de 489 milhões de euros e a
responsabilidade contingente de 746 milhões, bem como os 1,766 mil milhões
de injecção pelo Estado.
Ao todo perderam os acionistas 35.524 milhões de euros.
O BPI em 16 anos fez aumentos de capital de 853 milhões de euros e deu em
dividendos 799 milhões de euros, tendo dado um prejuízo aos acionistas de
54 milhões de euros.
Ao todo os bancos pediram 42,4 mil milhões de euros aos seus acionistas e
pagaram 6,8 mil milhões de euros em dividendos.
Quando se compara os aumentos de capital com o valor de mercado dos bancos
actual a destruição é também colossal.
Só o BPI tem um valor em bolsa superior aos aumentos de capital que fez
(853 milhões versus 1.651 milhões de euros). “Os bancos não são todos
iguais”, voltou Fernando Ulrich a dizer e tornou-se já no seu slogan.
Os acionistas perderam 34,754 mil milhões de euros nos bancos.
Para a CGD o BPI fez o cálculo aplicando o *Price to Book Value* (Trata-se
de um rácio que compara o valor em bolsa da empresa com o valor
contabilístico dos capitais próprios) do BPI à situação líquida da CGD de
Junho de 2016, acrescida do aumento de capital de 1,444 mil milhões,
assumindo que os 2,7 mil milhões de aumento de capital em dinheiro que está
previsto se destinarão à constituição de imparidades.
Esse dinheiro perdido pelos acionistas entrou no sistema e continuou a
circular na economia e foi concedido em empréstimos que não se recupera. Os
destinatários desse dinheiro usaram-no de forma pouco produtiva.
O BPI pagou ao Estado em juros entre 2012 e 2014 um total de 167 milhões e
como o dinheiro que foi emprestado ano banco veio do FMI, a diferença entre
o preço que o Estado pagou pelo dinheiro (3,3%) e o que recebeu do BPI em
juros pelos CoCos foi de 102 milhões.
Os bancos do sistema receberam do Estado em capital 16,026 mil milhões de
euros, dos quais perdidos estarão entre 8 e 10 mil milhões de euros. Já os
ganhos do Estado com os bancos em comissões, juros e dividendos soma 3,969
mil milhões, o que se traduz numa perda líquida do Estado (contribuintes)
com os bancos em 16 anos de 4,4 a 6,4 mil milhões de euros, ou seja 2,4% a
3,5% do PIB num ano.
*Afirmações dúplices e tendenciosas que, quem as profere, **não aguenta**.*
*No bolo dos 35 mil milhões estão, por demais, incluídos os accionistas
contribuintes, enquanto accionistas de facto e enquanto pagantes dos
buracos que determinados accionistas aprofundam para os contribuintes
accionistas* irem pagando, não é fernando?*
** Os mesmos que suportam a fatia que sai do erário público para os
familiares que tão bem alguéns te "instalaram".*
*Sande Brito Jr*
*Em 16 anos os bancos destruíram 35 mil milhões aos acionistas, diz Ulrich*
Maria Teixeira Alves
<http://www.jornaleconomico.sapo.pt/noticias/autor/maria-teixeira-alves>
19:57 <http://www.jornaleconomico.sapo.pt/noticias/date/2017/01>
Ao todo os acionistas perderam 35,5 mil milhões de euros com o investimento
nos bancos. Já os contribuintes nos mesmos 16 anos perderam na banca 4,4 a
6,4 mil milhões de euros. "Não foram os contribuintes que pagaram a banca",
conclui o banqueiro.
[image: Imagem inline 1]
Cristina Bernardo
Foi numa reunião informal com a imprensa que o presidente do BPI apresentou
em estudo, elaborado pela equipe do banco, a demonstração de que afinal
quem tinha pago a limpeza do balanço dos bancos foram os acionistas e não
os contribuintes. Este era o recado que Fernando Ulrich trazia ao mercado,
para esclarecer aqueles que apregoam que os contribuintes pagaram os
problemas da banca.
Essa era a intenção mas o timing da conclusão deste estudo não ajuda ao seu
concorrente BCP, que vai amanhã para o mercado tentar angariar capital dos
acionistas.
Entre 2001 e 2017, os acionistas dos maiores bancos em Portugal (incluindo
o Estado na CGD) viram seu capital destruído em cerca de 35 mil milhões de
euros, o que equivale a 19% do PIB de 2016 “foi uma destruição de capital
acionista colossal”, disse o banqueiro.
Continuar a ler
O que distorceu a concorrência e provocou uma distorção brutal na alocação
de recursos da economia, ao ter “custos elevadíssimos em termos de redução
do potencial de crescimento da economia e de criação de emprego”, explicou
Fernando Ulrich.
O banqueiro defende que custo suportado por Estado e contribuintes foi
muito baixo quando comparado com accionistas e outros países.
Cinco dos maiores bancos portugueses – BES/Novo Banco, BCP, CGD, Banif e
BPN – destruíram cerca de 35 mil milhões de euros em capital injectado
pelos seus accionistas entre 2001 e 2017, de acordo com as contas feitas
pelo BPI com base em informação pública.
As contas foram feitas já incluindo o aumento de capital de 1,332 mil
milhões de euros em curso e o aumento de capital anunciado para a CGD que
só vai ficar concluído este ano.
O BES/Novo Banco foi quem fez o maior montante de aumentos de capital nos
últimos dezasseis anos: 13,111 mil milhões de euros, incluindo 1,948 mil
milhões de retransmissão de passivos em dezembro de 2015 e 548,3 milhões do
passivo (obrigações) da Oak Finance que ficou no BES mau. Os acionistas
nestes anos receberam em dividendos 1,4 mil milhões de euros. Ou seja os
acionistas perderam no BES 11,711 mil milhões de euros em 16 anos.
O BCP, que entra amanhã com mais um mega-aumento de capital no mercado
(primeiro dia de transação de direitos), pediu aos acionistas 9,405 mil
milhões de euros desde 2001 e pagou em dividendos 1,837 mil milhões, o que
significa que os acionistas “deram” ao banco 7,568 mil milhões de euros.
A Caixa fez 8,494 mil milhões de euros de aumento de capital e pagou em
dividendos ao Estado 2,183 mil milhões, o que significa que custou aos
contribuintes o banco público 6,011 mil milhões de euros em 16 anos.
O desaparecido BPN teve dos acionistas 5,842 mil milhões de euros de
reforços de capital e pagou de dividendos 123 milhões (só foi possível
apurar os dividendos de 2003), a perda para os acionistas foi de 5,7 mil
milhões de euros. Os montantes do BPN incluem as perdas do Estado até
dezembro de 2015 apuradas pelo Tribunal de Contas e que incluem a situação
líquida negativa actual de 2,2 mil milhões de euros.
O Banif, outro banco que sofreu uma medida de Resolução, pediu aos
acionistas 4,713 mil milhões e deu em dividendos 181 milhões, tendo os
acionistas do banco perdido 4,533 mil milhões. Os valores do Banif incluem
a injeção do Fundo de Resolução de 489 milhões de euros e a
responsabilidade contingente de 746 milhões, bem como os 1,766 mil milhões
de injecção pelo Estado.
Ao todo perderam os acionistas 35.524 milhões de euros.
O BPI em 16 anos fez aumentos de capital de 853 milhões de euros e deu em
dividendos 799 milhões de euros, tendo dado um prejuízo aos acionistas de
54 milhões de euros.
Ao todo os bancos pediram 42,4 mil milhões de euros aos seus acionistas e
pagaram 6,8 mil milhões de euros em dividendos.
Quando se compara os aumentos de capital com o valor de mercado dos bancos
actual a destruição é também colossal.
Só o BPI tem um valor em bolsa superior aos aumentos de capital que fez
(853 milhões versus 1.651 milhões de euros). “Os bancos não são todos
iguais”, voltou Fernando Ulrich a dizer e tornou-se já no seu slogan.
Os acionistas perderam 34,754 mil milhões de euros nos bancos.
Para a CGD o BPI fez o cálculo aplicando o *Price to Book Value* (Trata-se
de um rácio que compara o valor em bolsa da empresa com o valor
contabilístico dos capitais próprios) do BPI à situação líquida da CGD de
Junho de 2016, acrescida do aumento de capital de 1,444 mil milhões,
assumindo que os 2,7 mil milhões de aumento de capital em dinheiro que está
previsto se destinarão à constituição de imparidades.
Esse dinheiro perdido pelos acionistas entrou no sistema e continuou a
circular na economia e foi concedido em empréstimos que não se recupera. Os
destinatários desse dinheiro usaram-no de forma pouco produtiva.
O BPI pagou ao Estado em juros entre 2012 e 2014 um total de 167 milhões e
como o dinheiro que foi emprestado ano banco veio do FMI, a diferença entre
o preço que o Estado pagou pelo dinheiro (3,3%) e o que recebeu do BPI em
juros pelos CoCos foi de 102 milhões.
Os bancos do sistema receberam do Estado em capital 16,026 mil milhões de
euros, dos quais perdidos estarão entre 8 e 10 mil milhões de euros. Já os
ganhos do Estado com os bancos em comissões, juros e dividendos soma 3,969
mil milhões, o que se traduz numa perda líquida do Estado (contribuintes)
com os bancos em 16 anos de 4,4 a 6,4 mil milhões de euros, ou seja 2,4% a
3,5% do PIB num ano.
