Espólio do BES

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A OBRAS DE ARTE DO EXTINTO BANCO ESPÍRITO SANTO começam a chegar aos Museus Nacionais. 

Esperemos que Coimbra não seja esquecida !

Concluída a venda do Novo Banco, foi assinado um acordo com o Estado Português para disponibilizar à fruição pública o património artístico do Novo Banco.
Como exemplo, diga-se que o Museu Nacional dos Coches é o primeiro a receber um destes depósitos de longa duração, a tela que representa a Entrada Solene, em Lisboa, do Núncio Apostólico Giorgio Cornaro, em 22 de abril de 1693. A obra é considerada uma das mais importante do núcleo de 97 obras de pintura portuguesa e europeia de várias épocas do Novo Banco. Trata-se de uma vista do Terreiro do Paço antes do terramoto de 1755.
Para já, o Museu Nacional de Arte Antiga fica com o retrato da condessa de Verdun, Anne Catherine Le Preudhomme,

pintado por Elisabeth Louise Vigée Le Brun, uma das mais importantes pintoras francesas da segunda metade do século XVIII.

Um imponente vaso de flores colocado num fundo de uma paisagem, uma obra do pintor flamengo do século XVII, atribuída a Jan Fyt, passará a ser vista no Museu Francisco Tavares Proença Júnior, em Castelo Branco.

A coleção de pintura do falido Banco Espírito Santo inclui obras dos séculos XVI a XX. De Os Financeiros, atribuída a Quentin Metsys, no século XVI, A Torre de Babel, de meados do século XVII, de uma boa oficina flamenga, passando paisagens do francês Jean Baptiste Pillement. Uma das obras importantes é a representação do momento que se seguiu ao naufrágio do navio San Pedro de Alcântara, em Peniche.
Dos séculos XIX e XX, destacam-se obras de artistas portugueses como Silva Porto, José Malhôa, Artur Loureiro, Júlio Sousa Pinto, Eduardo Malta, Júlio Pomar, Júlio Resende, Eduardo Viana, Maria Helena Vieira da Silva, Manuel d"Assumpção, Carlos Botelho, Manuel Cargaleiro, Mário Dionísio, Nikias Skapinakis, Ângelo de Sousa, Jorge Pinheiro, Graça Morais e Pedro Croft.

Pedro Dias