GRANDE NEGÓCIO!

*Cobrir metade do país com videovigilância para detectar fogos, s**erão,
sem dúvida, três grandes negócios - os equipamentos, as redes de
comunicação e as empreitadas de montagem**.*

*Obviamente, os indispensáveis concursos públicos acautelarão os interesses
dos contribuintes quanto aos aspectos habitualmente associados aos grandes
negócios.*

*Mas, com o empreendedorismo tão almejado, o negócio pode crescer: para
além de a videovigilância poder oferecer ao MAI ou às Comunidades
Intermunicipais, a possibilidade, verdadeiramente empreendedora, de
comercializar vídeos de piqueniques para registo de memória dos
participantes, e com a autorização destes poder, também, negociá-los com as
marcas consumidas e expostas nos mesmos.  Para além da organização de um
evento anual para eleição do melhor local "piqueniqueteiro".*

*Os trilhos para caminhada sob videovigilância poderão ser disputados e
promovidos pelas Comunidades Intermunicipais, tirando partido do patrocínio
da Fundação Portuguesa de Cardiologia por alturas do Dia Mundial do
Coração.*

*Igualmente, poderão ser negociados patrocínios hoteleiros, nomeadamente
daqueles estabelecimentos que, pela proximidade, beneficiem da oferta
de alternativa mais discreta para sexo mais recatado. Caso contrário,
poderão os vídeos apoiar o aumento de receitas para a AT sempre que não
mostrem a emissão da indispensável factura.*

*Tal como, por exemplo, a apanha de cogumelos, míscaros, silercas ou
tortulhos será fiscalizada em moldes mais eficazes do que a apanha de
bivalves no estuário do Tejo, ou outras actividades de índole económica
paralela.*

*Isto, claro, a menos que a CNPD emita parecer de sinal contrário.*

*Sande Brito Jr*

*Metade do país coberto com videovigilância para detectar fogos até 2019*
Publicado em: 12/11/16 - 16:40
 Pedro Fonseca <http://www.bombeiros.pt/author/pedro-fonseca/>
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<http://www.bombeiros.pt/noticias/metade-do-pais-coberto-videovigilancia-detectar-fogos-ate-2019.html/#disqus_thread>

*A instalação destes sistemas deverá resultar numa reestruturação da Rede
Nacional de Postos de Vigia.*

Metade do território nacional deverá estar coberto até final de 2019 por
sistemas de videovigilância para detectar incêndios nos espaços florestais.
A informação é avançada pelo Ministério da Administração Interna (MAI) que
já contratualizou a instalação de sistemas de videovigilância florestal com
dez Comunidades Intermunicipais e com a Área Metropolitana de Lisboa. A
instalação deverá arrancar no próximo ano.

A criação de uma rede de videovigilância para detectar incêndios
<http://publico.pt/1749773>florestais foi uma das novidades prevista na
revisão do Sistema Nacional de Defesa da Floresta contra Incêndios,
aprovado no final do mês passado num Conselho de Ministros dedicado
exclusivamente às florestas.

Os projectos serão financiados maioritariamente pelo Fundo de Coesão que
assegurará um investimento de cinco milhões de euros. “A este valor de
financiamento comunitário acresce a contrapartida nacional assegurada pelos
beneficiários”, refere o MAI, que não especifica qual é o custo da
componente nacional. “Com estes projectos fica assegurada a cobertura de
50% do território nacional”, explica o MAI.
GNR coordena acções de vigilância

A GNR, que coordena as acções de vigilância e detecção, também deverá
instalar câmaras em espaços florestais. Mas o MAI não adianta a verba
disponível naquela força de segurança para os sistemas de videovigilância,
nem qualquer detalhe sobre a sua colocação.

As comunidades Intermunicipais que já contratualizaram os projectos, no
âmbito dos Pactos para o Desenvolvimento e Coesão, são o Cávado, Douro,
Trás-os-Montes, Aveiro, Beira Baixa, Serra da Estrela, Médio Tejo, Leiria,
Oeste e Lezíria do Tejo. Neste momento, segundo o ministério, actualmente
apenas existe um sistema de videovigilância florestal em funcionamento,
abrangendo o sul do distrito de Leiria e o norte do distrito de Lisboa
(região Oeste).

A instalação destes sistemas deverá resultar numa reestruturação da Rede
Nacional de Postos de Vigia, que se deverá manter inalterada até final de
2019. Na época mais crítica dos fogos estiveram em funcionamento 236 postos
de vigia, cujo funcionamento foi assegurado por 944 elementos.

Na resposta enviada ao PÚBLICO, o MAI confirma ainda que será implementado
um dispositivo de vigilância aérea “com meios da Força Aérea, dos
aeroclubes e aeronaves não tripuladas”. O Governo recorda que a colaboração
dos aeroclubes na detecção de incêndios “funcionou durante alguns anos nos
distritos de Leiria, Castelo Branco  e Santarém, através de uma parceria
que envolveu o MAI, a Função Vodafone e os Aeroclubes”, mas que o anterior
Governo abandonou esse projecto.

“Há disponibilidade de alguns aeroclubes para, no âmbito das suas
actividades, colaborarem na vigilância das florestas e na detecção de
incêndios”, garante o ministério. Relativamente ao uso de drones para
vigiar a floresta, o MAI adianta que a GNR “já dispõe de alguns destes
equipamentos e desenvolverá o planeamento desta operação, incluindo o
processo de visionamento e monitorização das imagens, em articulação com a
estrutura operacional da Autoridade Nacional de Protecção Civil”. Este
projecto, diz o ministério, deverá “avançar, em fase experimental, no
período crítico de 2017”.

Fonte: publico.pt