« … Hoje, no dia de Portugal

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Desejo que os incêndios de ontem não se repitam, desejo que pare de se dar relevância às mafias do futebol, desejo que se ponha cobro a esta corrupção institucionalizada que se instalou como se fossemos uma qualquer república popular da ganza e da gasosa, desejo que o SNS continue tal como Arnaut o preconizou, desejo que se assuma o desemprego (combatendo-o de forma séria e material) sem que as estatísticas manipulem a informação pública, desejo que alguns dos ideais de abril não continuem a derrapar como até aqui, desejo efectivamente que se esclareçam os negócios relacionados com a adjudicação de contratos que se referem aos meios aéreos de combate aos incêndios, desejo que se reveja uma vez mais essa palermice do acordo ortográfico de 1990 que apenas facilita a venda astronómica de «produtos» literários editados por quem o inventou e defende, desejo que o facebook deixe de ser um local de indirectas enviadas por quem não tem coragem para directas, desejo que Camões seja lido não por obrigatoriedade mas porque é um excelente poeta, desejo que Portugal não insista em deixar-se manipular pelos barões do costume, desejo que o CR7 perdure e jogue mais uma infinidade de jogos, desejo efectivamente que não se repitam os incêndios do passado, desejo que se aniquilem de uma vez por todas os «fubeiros» banqueiros que enriquecem porque se acomodaram a que todos os governos desgovernados obriguem o povo a saldar as falcatruas, desejo…

E pronto, porventura serão já desejos a mais… Feliz dia de Portugal, sim? … »

© Luís Gil Torga