IMPOSTOS SOBRE OS COMBUSTÍVEIS - ABSURDO

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A matemática, quando bem aplicada e sem desvios, como sucede com a economia moderna - esta chega a ter resultados deslumbrantes e alguns catastróficos por se enredar na engenharia financeira ou no que, ora vulgarmente, se apelida de contabilidade criativa - chega a resultados fantásticos.

Acontece com os impostos sobre os combustíveis.

São brutais os que o Estado português lança sobre esses.

Para além de cerca de uns 60%, ainda lhe acresce o IVA, resultando daí uma fatia que vai a cerca de 0,90 a 0,95 cêntimos/litro.

Este tipo de impostos indirectos é que tramam a vida dos portugueses e não são coerentes com o chamado Estado de Direito e Democrático.

Já os impostos directos são elevados. E a estes anexam-se os indirectos.

Sendo assim, para onde vai tanta massa ?

Gostaria que um Ministro das Finanças nos pudesse explicar, mas ao pormenor...ao cêntimo para que saibamos, verdadeiramente, quem, gasta o quê e onde ?

É dessa forma que se faz nos Países a sério.

Nos USA e no Canadá, por exemplo, vi folhas de impostos de cidadãos que referenciavam para que percentagem do que pagavam se destinava cada sector: saúde, educação, transportes, município, forças armadas, estradas e infraestruturas básicas, etc. .

A transparência deve fazer parte da democracia que se preze...

A opacidade da democracia serve os políticos, tão-só...

Nunca serve os cidadãos.

Esta vaga de impostos é indecente e de má figura.

Nunca soubemos, até hoje, e desde a Revolução, para onde vai tanto dos nossos impostos...

Mas imaginamos...também.

Foto - José Sena Goulão/Lusa

António Barreiros