Jornal espanhol diz que Portugal fez batota!
Bi-dom – pelo pai e pela mãe ou pelo avô e pela avó – , Salvador, o da voz andrógina e não o que veio ao mundo há vinte séculos e uns pós – ou “pozes”, como dizia o povinho, povinho – parece que também nasceu com o rabo virado para a lua. Apesar de uma interpretação meleca de um desgraçadinho vestido de sem-abrigo, conseguiu arrebatar um imbatível primeiro lugar no campeonato europeu da canção. E por aí anda na maior, aplaudido de pé pelos representantes (?) do povo na assembleia vermelha, e a aguardar a condecoração máxima do país, que, por certo, dom marmelo lhe não regateará.
Goste-se ou não do ar fraldiqueiro do intérprete, o certo é que a canção, mercê do excelente poema, que. cantado em português, na europa pouca gente terá percebido, e, principalmente do excelente arranjo musical, venceu o festival, e, por acréscimo deu honras a Portugal, de modo a que o próximo slogan publicitário do país vai ser oque é português é bom. Até porque o Jardim dos futebóis e o Ronaldo lá vão dando mais uns exemplos de que assim é.
Foi, foi uma pedrada no charco, e as ondas por aí estão a fazer das suas. Para além das muitas “imitações” pelo mundo inteiro, com traduções e adaptações de se lhes tirar o chapéu, também causou alguns engulhos a muito boa gente, se é que o aforismo de que de Espanha nem bom vento nem bom casamento, não retira aos castelhanos e apêndices esse carisma.
Não estranha, pois, que, cheio de inveja, um filho da mãe de um Jornal espanhol tenha escrito que Portugal fez batota:
"Desde o início que o plano de Portugal era jogar sujo. Saltar as regras.", assim começa um artigo do jornal castelhano El Español sobre o Festival da Eurovisão, a vitória portuguesa, e a prestação espanhola.
O que Salvador Sobral apresentou "não valeu", porque é "uma canção bem escrita, de harmonias sedosas, uma melodia delicada e versos inspirados". Em suma, não é um "vulgar e antiquado karaoke".
Portugal não participou "como manda a tradição", mas sim com uma "canção de verdade". E isso "não vale", diz o artigo.
"Se participas na Eurovisão, participas com todas as consequências. Levar o festival a sério e ganhar é uma infâmia", acrescenta, dizendo ainda que ao "resto dos países só restava perder".
No mesmo artigo, o El Español critica de forma veemente a prestação espanhola, de Manel Navarro, dizendo que a música era "paupérrima" e a atitude "inexistente”.
Salvador, que tanto gosta de se fazer descansar na noite espanhola que se cuide. Vão, de certeza, fazer tudo para o desacreditar. Qualquer dia, em vez de dizerem que ele sofre do coração, passam a dizer que padece é do fígado.
Malvados!
