MACACADA

MACACADA

Para-se da premissa de que nem tudo o que se diz é verdade tal como o que é verdade nem sempre se diz.

Defendo o ensino particular, seja pago pelos alunos seja comparticipado pelo Estado. Todavia, creio que não pode andar à balda, a “vender” diplomas a torto e a direito.

Um caso paradigmático – se é verdadeiro – da “compra” conhecida de um diploma respeita ao ISMAI (Instituto Universitário da Maia), tendo como beneficiário o celebérrimo, a todos os títulos - na maioria dos casos negativos – “macaco”, de seu nome Fernando Madureira, chefe profissional da claque do FCP, dirigente do clube “caneladas”, em berra nos campeonatos distritais portistas.

Pois o mestre Madureira apresentou uma tese com três dúzias de páginas mal alinhavadas, cheio de erros ortográficos e gramaticais, todavia com ideias e propostas exaltantes como se poderá observar neste naco saboroso: “Neste ponto entra a relação entre uma marca e o cliente, onde há uma dedicação/ atenção das marcas, daí estar haver uma aposta na restruturação dos sites, local que é a cara de uma marca perante um consumidor cada vez mais perspicaz e exigente. O relacionamento entre os clientes e as marcas tem vindo a se alterar. As marcas estão à procura de nova forma de resposta por parte dos consumidores, para a influenciar novos segmentos e o seu alcance por meio dos meios digitais, sobretudo, as Redes Sociais”.    

Com tanta subtileza de ideias e clareza de conteúdo, pespegaram-lhe com a nota de 17 (DEZASSETE) valores.

Uma vergonha. Melhor, uma VERGONHA. Principalmente para o Instituto.

Repito: defendo o ensino particular, a liberdade de escolha. Mas também defendo que as provas finais dos alunos do ensino particular deviam ser feitas nas escolas oficiais, à semelhança do que se fazia antigamente: os alunos do liceu frequentavam os colégios mas os exames finais eram realizados nos liceus em conjunto com os alunos desses estabelecimentos de ensino. Mais: defendo, também, que as escolas privadas (institutos e universidades) não devem poder lecionar/ diplomar mestrados, e, muito menos, doutoramentos. Para acabar com as “macacadas”, obviamente.