Mais uma aldrabice
Papagaio coiro da vista toldada, dom Centeio, veio à boca da cena anunciar a insuspeitosa venda do Banco Bom, arrematado em hasta pública por uma impoluta senhora, que dá pela “graça” de “A Lone Star “, por mil milhões de euros, com rendimentos de vinte e cinco de juros à cabeça, ou seja, por apenas setecentos e cinquenta milhões, que, quase de certeza, não entrarão nas caixas – o banco deixou de ter cofre – salvo através de uns papeizecos tipo Panamá ou afiliados. Todavia, esta segunda parte esqueceu-se dom Centeio de a referir, ou, pior, referenciar.
Em seu socorro, apareceram dom marmelo, presidente do grupo folclórico lusitano, e o seu vice da propaganda, dom Cevada, a clamarem bem alto e jurarem a pés juntos – dois a dois e não a quatro – que tinha sido um excelente negócio, e o Zé Pagantes - Pagantibus para alguns - podia estar descansado, pois não iria desperdiçar nem um tusto com o negócio.
Mentira bem engendrada a três, diga-se em desabono das suas afirmações, pois a venda não foi nada a custo zero nem mesmo custo um: “A Lobe Star” leva consigo, no negócio, os 3,9 mil milhões – muita pipa, muito tonel, muita cuba, - do chamado cega mulheres e animais chegados, massa-vacina já injectada no Novo Banco, que, logo à nascença, e não obstante os agasalhos, nasceu doente.
Assim, além de não pagar um tusto pelo banco, a “A Lone Star” ainda leva um dote principesco, daqueles que a malta da mafia americana tinha capacidade para dar às filhas-noivas aquando do casamento: no pior dos cenários e feitas as contas por alto, a Star fica com um banco limpo, e o Estado – pobre trio da vidairada - fica a arder com mais de 7,79 mil milhões de euros, como os bolsos do trio não têm fundos, quem se lixa é o mexilhão que tem fundos nos bancos, que para os “oferecer” a mando do estado aos “compradores“ que o partido dos sacana encontra, fica sem ver os seus aforrosa voar.
Ganda geringonça!
Fotografia Alvaro Isidoro/Global Imagens
