Marcelo, Mendes e Costa, os três da vida airada
Marcelo, Mendes e Costa, os três da vida airada
(ou vigairada como se diz lá para trás dos montes)
Julgávamos que os limites da sem-vergonhice já tinham sido todos ultrapassados: estávamos enganados. Enganadíssimos. A geringonça veio introduzir um novo padrão anormalmente mínimo de seriedade e de ética. Na política e naquela imprensa portuguesa que serve essa política.
Na verdade, os nossos media e os comentadores aboletados, gameleiros - que têm medo de perder os respectivos empregos por criticar a esquerda [caviar, fossilizada e chupa-chupa] - têm prosseguido e perseguido nos últimos dias a saga da TSU. Intelectualmente desonestos, voz do nada (Vox nihili), fingem não perceber a posição do PSD, inventando argumentos, protagonizando uma das maiores fraudes institucionais e de hipocrisia política das últimas décadas.
Ante a falta de fundamentos racionais e credíveis para criticar a posição dos laranjas, eis que, vozes do dono, se lembraram de desenterrar um argumento histórico: o PSD, em 2012, estando no Governo, defendeu a redução da TSU para incrementar a produtividade da economia portuguesa: logo, o PSD, agora, só poderia votar favoravelmente, viabilizando mais uma medida da “geringonça”. Obviamente, sopraram-lhes, tinha de ser assim, que o assado esturrava o engendrado.
Como não podia deixar de ser, este argumento mais que falacioso, sofismado, terá tido a sua origem nos comentários do complexado Luís Marques Mendes, ao que tudo indica, devidamente inspirado por Marcelo Rebelo de Sousa.
Ora isto não é verdade. Se não, veja-se:
- Se a estória queria constranger o PSD a votar favoravelmente descida da TSU, então, também vale para criticar os jornalistas e demais fazedores de opinião que, em 2012, eram tão, tão críticos dessa medida do Governo Passos Coelho que até organizaram uma manifestação da “maioria silenciosa” contra essa mesma medida, e agora aparecem como os defensores de primeira linha da redução da carga fiscal para os “diabólicos” patrões!
