MEDO DE QUÊ?

 

Custa – ou costa? – a compreender. A CGD foi destruída financeiramente. Com a quantidade de patifarias que têm vindo a lume, e porque a comissão parlamentar de inquérito, como todas as comissões de inquérito para lamentar, deu c´os burrinhos na água, como sói dizer-se, não fosse o diabo tecê-las, e ele anda aí a passear pela dívida, a malta da geringonça resolveu encerrar o processo.

PSD e CDS reagiram e, face a novas “informações” pespegadas nos jornais, pediram a continuação do inquérito, e com a (re)audição de A. Vara – ou a cacete -, o braço direito – há quem diga que a cabeça – do ex-44 de Évora.

Qual quê, qual carapuça. Antes que a coisa pegasse fogo – ou antes que a coisa pegasse, fogo! – o grupo da rosa, coadjuvado pela malta caviar e apêndice, deu uma grandessíssima nega, daquelas, a quem tem vergonha na cara, não sabe onde se meter.

Pois…

Na verdade, foi o governo socrateano, ou socretino, com as suas pérfidas nomeações e escandalosos jeitos, quem destruiu a banca nacional: CGG, BCP, BPN, e, por possível conluio, BES.

Há muitos milhares de milhões de euros, hoje em “imparidades” – que nome tão pomposo! – que, presumivelmente, têm contornos criminosos, que devem ser escalpelizados, não por comissões de inquérito do parlamento, que não percebem nada do assunto, ou, pelos vistos, não estão interessadas na descoberta dos podres, mas sim pela PJ e Ministério Público, com base em duas premissas-base: quem, e em que condições, aprovou cada operação; e que garantias foram prestadas.

Perceber-se-á, assim, o móbil que alarma o PS, e, de outra maneira, por que BE e PCP se lhe alapam.

Certo que só não muda quem é burro, e o Ti Jerónimo parece ter descoberto que fatos à Sócrates lhe assentam que nem uma luva; e Catarina, bem, Catarina é uma artista.