Ministro sol e sombra da educação
O actual ministro sol e sombra da educação, há muito de viola ensacada, de vez em quando lá vem dar uma da sua graça, ainda que sem graça nenhuma, porque com a carranca estampada, , o mesmo que, como sói dizer-se, com uma cara de meter medo ao susto, até os mais afoitos ficam de cremalheira fechada. Não obstante, ou por isso mesmo, vai daí, concedeu uma entrevista ao CM.
Tudo o indicia, é uma daquelas “entrevistas” em que o jornalista envia as perguntas ao entrevistado, recebe as respostas e publica; ou, por vezes, em que o entrevistado faz e publica perguntas e respostas.
Seja assim, assado, ou cozinhado, a entrevista tem o seu quê de interessante no tocante a habilitações literárias e profissionais, uma hipótese da implantação rápida da mediocridade. Mas enfim, cada um é como cada qual, e um país cada vez com mais doutores analfabetos vem mesmo a calhar. E, quanto a promessas, é um “vê se te havias” antes que cheguem os maus.
Ora atente-se neste precioso parágrafo respeitante à resposta à segunda das três perguntas: - “Segundo os números do ME, este ano vão vincular cerca de quatro mil professores: Mas há o compromisso de deixar escrito em ata negocial que em 2018 e 2019 haverão – destaque nosso – novos momentos de vinculação extraordinária, para podermos pôr fim à mancha de precariedade na profissão docente nesta legislatura”.
Bem um textinho tão lindinho e arrumadinho, aquele “haverão” cai que nem mosca na sopa.
Será que o ilustre ministro sol e sombra não sabe que o verbo haver, quando significa existir, só se conjuga na terceira pessoa do singular?
Pelos vistos, não!.
Se o (terrível) verbo HAVER
quiser dizer EXISTIR,
Não digam “HÃO” nem “HOUVERAM”!
Se disserem … dá para rir”
Digam sempre HÁ e HOUVE,
HAVIA, HAVERÁ
HAJA, HAVERIA, HOUVESSE,
e assim “barracas” não há.
Que aqueles que nunca aprenderam
digam “HOUVERAM”… coitados!
Mas os alunos dizem HOUVE,
porque já estão informados.
