Miseráveis
Miseráveis
A situação que se vive na Madeira é dramática. Demasiado dramática. Trágica. Dezenas de casas foram destruídas pelas chamas que ontem chegaram ao centro da cidade, que também destruíram Há centenas de desalojados, três vítimas mortais e avultados danos materiais a registar.
Há histórias dramáticas de pessoas de todas as idades que ficaram sem nada, apenas com a roupa que traziam no corpo no momento em que as chamas se aproximaram das casas e as destruíram.
Há pânico. Há miséria. Moral dos nossos governantes.
Costa é como o eucalipto: seca tudo à sua volta. Mal vê um microfone, corre a badalar; e quando tardam, manda-os aparecer para botar faladura. É fatal.
Como Nero, parece deliciar-se a ver o país a arder, um país a ser consumido por chamas vigorosas por toda a parte, chamas que destroem mais e mais. Por falta de prevenção, de organização e de meios, sobretudo aéreos.
Costa gozava férias e nem uma palavra dizia: não fora o desastre chamado Madeira, ainda por lá andaria a gozar a sua incompetente balofa.
Constança Urbano de Sousa não nasceu para ser ministra de um país da chuchadeira: Leva a sua missão a sério e deixa aos seus colaboradores a missão de divulgarem as resoluções tomadas ou em vias disso. Costa chamou-a para uma reunião. Do que falaram não se sabe, mas viu-se a senhora muda e calada e Costa a bitaitear para os órgãos de comunicação social, confiante no seu poder de dizer “parem” aos incêndios, e eles pararem.
O país é, todo ele, uma chama dominadora, e Costa trata o assunto como se nada estivesse a acontecer: para a Madeira demorou horas e mais horas em enviar meios de socorro; para o continente, tardou em pedir apoio aos demais países da UE.
O país arde, e o governo, quer dizer, Costa parece não dar por isso. Enfim, é o que temos.
