Modos de ver…
Às vezes dou comigo a pensar se ainda continuo a conseguir raciocinar. Na verdade, são tantas as coisas que considero disparatadas e acontecem aí por todo o lado, que me pergunto por que é que os outos “engolem” tudo sem barafustar.
Depois de um período de “vamos lá ver no que isto dá”, embora nada ou quase nada de bom esperasse da “geringonça”, quem tem olhos de ver pôde constatar que as “medidas” anunciadas pelo governo de marmelo, centeio e cevada, e da chicória aboletadas, foram e não foram, e vice-versa, isto é: as boas não passaram do papel, e as outras, as más, em impostos indiretos, que, não se vendo embora, entraram à sorrelfa nos bolsos dos portugueses, e, com o peso, os romperam. E de que maneira!
Todavia, boca calada, nada de barafustar: D. Jerónimo e D. Arménio Carlos– eles que até já vestem Armani – lá estão para pôr água na fervura, pois que os impostos da “geringonça” são doces e não amargos como os do Passos, um burguês.
Por isso, soube bem ouvir da boca dos chefes máximos da UGT e CGTP afirmarem que, na verdade, ainda há austeridade; mas que a austeridade de agora já não é “cega”. No que têm toda a razão: a austeridade de agora é, apenas, “enceguecida”.
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