Êxtase
ÊXTASE
Esta é de fazer inveja ao Saraiva.
Dizem os jornais, e quem somos nós para desmentir, que, Albert Pocej, fotógrafo profissional há 10 anos, acordou um dia, passado da mioleira e de sonhos incontáveis, com uma rica ideia, e não uma ideia rica, que lhe pareceu um modo original de ganhar uma lecas, e tratou logo de pôr a carripana – ainda não tinha sido descoberta a geringonça - em marcha.
Claro que não estando em Portugal nem conhecendo a Teresa Guilherme, a mulher que consegue gajas e gajos para tudo, não foi fácil conseguir convencer mulheres a deixarem-se fotografar no exacto momento, ou momento exacto – a ordem dos factores não é arbitrária em termos de língua - em que atingiam o orgasmo, tal como tinha sonhado. Ainda assim, reuniu vinte voluntárias afoitas e a fim de.
Das vinte, e por motivos que elas lá sabem, mas, talvez por lhes ter sido que “aquilo” tinha de ser mesmo a sério e não fingido, isto é, a ascensão ao clímax tinha de ser mesmo verdadeira, cinco desistiram. Mas o profissional da imagem, isto é, em terminologia antiga, o fotógrafo não.
Quinze fotografias originais a preto e branco foram o resultado: «Tentei explorar o orgasmo feminino através de uma experiência fotográfica», justifica o criativo. «Encontrar os modelos foi a parte mais difícil», confessa, contudo.
Para conseguir as melhores imagens – e isto interessa aos nossos amigos fotógrafos que vão tentar cometer a mesma proeza – Albert Pocel recorreu à técnica de time lapse, que permite fazer um disparo automático por segundo sem a intervenção nem a proximidade do profissional de imagem. Mas outras não precisaram que o fizesse e essas fotografias foram tiradas manualmente - manualmente quer dizer mesmo manualmente - por ele, que pretendeu mostrar que todas as mulheres são diferentes e os seus orgasmos não são exceção. E os “cocas” também.
