O pronome indefinido
Embora haja para aí quem a queira abrir - e referimo-nos a uns certos degenerativos, afinados uns e desafinados outros - a classe dos pronomes é fechada há muito.
Um tal Charles Grivet, dizem autor de uma gramática publicada em 1865 no Brasil, de que toda a gente anda à procura mas não encontra, que considera como pronome todo o adjetivo determinativo que não tem na frase o seu substantivo claro, quer dizer, claramente expresso.
Porém, nestas coisas, e noutras, nós entendemos que ou se é ou não é; isto de ser bis não entra nas nossas contas.
O pronome indefinido dá para muitas maroscas, mas dêem-lhe as voltas que derem, façam dele um assassino ou um herói, um nauta ou um astronauta, regressa sempre à base. Inteirinho. Pode, alguma vez, ter saído pela porta da traição, mas regressa sempre pela porta grande. Geralmente não quer nada com as primeira e segunda pessoas, alapando-se à terceira sempre que necessário, todavia de um modo vago e indeterminado: não fala nem ouve; escuta.
Cliquem no link A azul
