PORTUGAL DOS pequeninos

 

De facto, rezam as estatísticas, aumentou o número de milionários e, os

que já o eram enriqueceram ainda mais.

 

E, segundo as mesmas estatísticas, aumentou a pobreza, os pobres aumentam

de número e ficam mais pequeninos na sua capacidade de sobreviver.

 

E, ainda, para vergonha dos que não são capazes de mostrar a sua

indignação, Bruxelas acusa o governo da geringonça de ter sido parcial nas

alterações que fez no IRS, beneficiando os mais ricos.

 

Talvez o defeito não seja do governo, porque, em Portugal, qualquer

governo foi sempre familiar, no que significa o normal entendimento de

favorecer a respectiva família.

 

No caso, o defeito deve estar é na geringonça. Desengonçada, rodas nem

redondas, com parafusos a menos e rebites a  cair (como na ponte)

movendo-se aos solavancos e / ou com recurso às inexistentes asas de uma

vaca que não voa.

 

Bruxelas não pode pronunciar-se sobre aquilo que lá não chega, como é o

caso das medidas adoptadas pelo expert Vieira - não o do Benfica - que

coartou a solidariedade para os subsídio dependentes que vão ter que gastar

o que os subsídios não dão para pagar, para através dos tribunais - e com

que demora - provarem o direito que têm aos subsídios, se entretanto não se

finarem pelo caminho da fome e da indignidade com que são alvejados.

 

De resto, qualquer coisinha serve para propagandear propaganda, só

reveladora que continua a haver os DDT.

Sande Brito Jr

 

Bruxelas acusa Governo de beneficiar os ricos com a reforma do IRS

Por

ZAP

-

8 Março, 2018

partidosocialista / Flickr

 

Apesar da avaliação positiva que faz a Portugal, no âmbito do desempenho económico do país, a Comissão Europeia critica duramente a reforma do IRS encetada em 2017, considerando que só veio beneficiar os 10% mais ricos e agravar as desigualdades.

Este reparo surge no âmbito do novo ciclo de avaliação levado a cabo pelo Comissão Europeia (CE) aos Estados-membro. E no que concerne a Portugal, essa avaliação é genericamente positiva, motivando a saída do leque de países com desequilíbrios macroeconómicos excessivos.

Portugal passa a integrar o leque de países em situação de desequilíbrio simples, a par de França, Bulgária, Espanha, Alemanha, Irlanda, Holanda e Suécia.

Mas o Governo de António Costa é “alvo de uma crítica muito desfavorável da CE”, como escreve o Diário de Notícias, relevando que Bruxelas considera que a reforma do IRS iniciada em 2017 veio agravar as desigualdades e beneficiar os mais ricos.

No Orçamento de Estado para 2018, o Executivo nota que a reforma do IRS permite a implementação de “políticas equitativas que diminuam as desigualdades sociais e criem um sistema fiscal mais eficiente”. E a título de exemplo, apontava “as iniciativas de alívio fiscal para as famílias, com a conjugação do redimensionamento dos escalões e a eliminação total da sobretaxa de IRS”.

Ora, a Comissão simulou o efeito das principais medidas da reforma do IRS, designadamente “o aumento do número de escalões”, “a redução do limite inferior do quarto escalão”, a “reversão total da sobretaxa dos escalões mais elevados”, e “a introdução do “mínimo de existência”, avança o DN.

A conclusão de Bruxelas é que as medidas “têm efeitos positivos no rendimento disponível médio das famílias em termos agregados”. Mas se o bolo global fica maior, “em termos de distribuição, a reversão total da sobretaxa e as alterações à estrutura dos escalões conduz a aumentos no índice de Gini, implicando uma distribuição mais desigual de rendimentos”, conclui a CE.

Tal como cita o DN, “a eliminação da sobretaxa nos escalões de rendimento alto beneficia, basicamente, apenas o último decil da população da distribuição”, abrangendo, assim, apenas os 10% mais ricos.

A CE nota que as pessoas com menores rendimentos já estavam isentas de IRS, considerando que a nova estrutura de escalões beneficia especialmente quem tem maiores rendimentos.

ZAP //