Fantástica noite !

 

Que fim de noite tão triste,

no rescaldo, de madrugada,

a felicidade, ainda, persiste

duradoura, da noite passada.
 

 

Não sei razão por que saíste,

te foste, de mim, apressada,

a modos, de que me fugiste,

por ninguém, pressionada.
 

 

Imagino que, ainda, vais voltar,

e à noite, sempre, ao me deitar,

vou ficar, sem dormir, alerta!
 

 

Nunca me canso de te esperar,

assim, toda a noite, vou deixar

do meu quarto, a porta aberta.

Edgard Panão
 

 in, Memórias Um Tempo jovem

 

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