Governo e privados ganham milhões com os incêndios

Bem repetem os compêndios
que não são só as labaredas,
em tanta fartura de incêndios,
que nos levam as moedas...
 
Enquanto uns contam tostões,
atentos a todos os dispêndios,
outros roubam fartos milhões
com o maior dos vilipêndios.
 
Na falta de fogos, as inundações,
as geadas, trovoadas e granizos,
geram sempre altas comissões
 
para "compensar" os prejuízos
de danos medidos em milhões,
deixando os pequenos mais lisos.
Sande Brito Jr

                     Em princípio esta afirmação "GOVERNOS E PRIVADOS GANHAM MILHÕES COM OS INCÊNDIOS" necessita de demonstração, o que terei todo o gosto em fazer, esperando òbviamente que alguma, qualquer, Entidade Oficial, tenha Argumentos e Coragem para me Desmentir. Em relação aos Privados penso que baste o artigo que segue; quanto aos Governos, se forem capazes, desmintam o que vou ACUSAR, esperando também elucidar os Portugueses que possam não conhecer a Realidade:
   Depois de a Força Aérea investir 200.000.000$00 (duzentos mil contos) para equipar os Aviões C-130 com dispositivos Anti Fogos, o "querido", o "insubstituível", o "maior" (provinciano deslumbrado pelo Poder) armando vara, o tal convidado pelo outro Provinciano também Deslumbrado pelo Poder, josé sócrates, para ajudar a Destruir Portugal, em 1997 conseguiu que a FAP fosse IMPEDIDA (não paga Comissões nem Horas Extra) de colaborar no Combate aos Fogos e de tal modo e eficiência que esse IMPEDIMENTO dura até aos nossos dias (2016), o que perfaz 19 anos de Desactivação, e vem agora a "Adiantada Mental" Ministra da Administração Interna, constança (sub)urbano de sousa, querer que a Força Aérea participe, sem entender que, depois de 19 anos de Inactividade nesse tipo de Missões, precisa de Material, Pessoal Treinado e Tempo. Se lhes derem o Material, tão rápido quanto possível, a FAP se encarregará de, sem Políticos a atrapalhar, se preparar em termos de Proficiência e Prontidão como sempre o fez desde que a conheço; no que estiver Pior foi a Política que a ESTRAGOU. Que eu saiba, continua como antigamente, a SERVIR e a CUMPRIR PARA ALÉM DO DEVER, mantendo-se fiel aos Lema Geral e Menos Geral, "Res non verba", "Ex mero moto", "Muito Pode Quem Quer", etc., etc.,. Continuemos com os "envolvimentos" políticos: Depois de gastos Muitos Milhões de Euros em Material, Vidas e Aluguer de Meios Aéreos, sem que os Políticos mostrassem interesse na Prevenção preferindo a Muito Mais Lucrativa Remediação, em 2005 foi Ministro da Administração Interna antónio costa que também se "esqueceu" de activar o Plano de Prevenção contra Incêndios, situação hoje denunciada pelo seu Secretário de Estado de então, ascenso simões, que vem estùpidamente "assumir a culpa do erro": ora os erros cometidos por Governantes que prejudicam Portugal e os Portugueses NÃO SE ASSUMEM, PAGAM-SE tal como as "cretinas" desculpas (quando a Falta de Humildade lhes permite dá-las - mais estilo nuno crato, lembram-se?) NÃO SE PEDEM, EVITAM-SE... Não será por acaso que entre 2005 e 2016 se PERDERAM mais 11 anos em que a Politicagem se "esqueceu" de tomar qualquer medida e ainda menos acaso que o mesmo antónio costa que em 2005 se "esqueceu" das suas Obrigações, nos fins de 2015 tomou posse como Ilegítimo 1º Ministro e não é que "voltou a esquecer-se" que em Março ou Abril seguintes iriam voltar a aparecer Fogos, a Esmagadora Maioria de Origem Criminosa com a Maioria dos Incendiários a serem Soltos pelos Juízos e, por acaso, notem bem POR ACASO, nas 2 primeiras semanas de Agosto de 2016 ardeu mais área do que em todo o ano de 2014, sem que o 1º Ministro mostrasse um arremedo, sequer, de Antecipação...!!!??? Porque seria? Só posso imaginar INTERESSE QUE O NEGÓCIO SE MANTENHA!!!  
        Assinado por CV 

Privados ganham milhões com os incêndios

Privados ganham milhões com os incêndios. Domingos Névoa fica com 48,127 milhões de euros

Privados ganham milhões com os incêndios. Domingos Névoa fica com 48,127 milhões de euros

Os incêndios já deram a lucrar aos privados cerca de 48 milhões de euros. O balanço dos últimos dez anos de prevenção é negativo e os meios aéreos não utilizados no combate às chamas dos últimos dias geram controvérsia e polémica. 

A informação foi avançada pelo Secretário de Estado da Administração Interna, Jorge Gomes, que afirmou que “A indústria do fogo dá dinheiro a muita gente”.

De acordo com o portal Base do Governo, a Everjets, empresa de Domingos Névoa, apresentou um valor de negócio que ascendeu os 48,127 milhões de euros para operar e manter os helicópteros pesados ao serviço da Autoridade Nacional da Proteção Civil durante quatro anos, avança o jornal Correio da Manhã. Depois de adjudicado, o negócio chegou a ser alvo de investigação por parte do Departamento Central de Investigação e Ação Penal e da Unidade Nacional de Combate à Corrupção da PJ.

Fora deste valor está uma situação ocorrida em abril deste ano, quando deveriam estar disponíveis seis helicópteros pesados para combater fogos, no entanto, um terá caído e outros dois terão estado avariados. Jorge Gomes afirmou, na altura, que o assunto “já foi discutido em sede de Orçamento de Estado na Assembleia da República”. Estes helicópteros "só deverão voltar a operar em 2017".

Face a toda esta conjuntura, relembre-se a situação dos incêndios na Madeira na semana passada, cujo Plano Estratégico para o Dispositivo de Socorro da Madeira não incluía a utilização de meios aéreos. De acordo com o especialista que comandou o Plano, Luciano Lourenço, Diretor do Núcleo de Investigação Científica de Incêndios Florestais da Universidade de Coimbra, o investimento necessário era "demasiado elevado para as consequências positivas que poderia ter no combate aos incêndios".

A Força Aérea Portuguesa respondeu também à polémica, afirmando não ter meios para ajudar a combater os incêndios, não excluindo a possibilidade de os "poder ter num futuro próximo". A mesma entidade relembra ainda que "há 20 anos foi pensado um sistema capaz de adaptar algumas aeronaves para poderem combater incêndios, mas que o plano foi descontinuado". Nos incêndios dos últimos dias, importa lembrar que os meios aéreos utilizados não eram portugueses, vinham de ajudas europeias.

Ricardo Ribeiro, académico, dirigente associativo e comandante de bombeiros, fez um balanço dos últimos dez anos de combate a incêndios e classificou-o como negativo. Em declarações à agência Lusa, o dirigente defendeu que as boas práticas da população devem ser matéria do sistema de ensino e que devem existir campanhas publicitárias. Afirmou que os bombeiros deveriam ter também mais formação, que deveria ser criado um sistema de incentivos públicos para o ordenamento do território e para limpeza do biocombustível e que deveriam ser implementados meios permanentes de combate a fogos a partir de março. Defendeu ainda que deveriam ser criadas medidas sociais para pessoas até aos 50 anos, para combater a desertificação, criados incentivos fiscais para fixação de jovens no campo ou apostar na videovigilância. O responsável defende também a criação de equipas de intervenção que atuem no fim do inverno, a criação de medidas de intervenção e prevenção, e que os terrenos junto de estradas e casas sejam efetivamente limpos.

"Nesta problemática, há a prevenção, a resposta [ao fogo] e a reposição da normalidade. Mas, em Portugal, incide-se especialmente na resposta, esquecendo-se a prevenção e a reposição da floresta", disse Ricardo Ribeiro à Lusa, acrescentando: "Portugal foi o país europeu que menos reflorestou nos últimos 20 anos".

Em média, a cada ano, ardem 150 mil hectares de floresta e em 2013 ardeu quase meio milhão de hectares. Entre 2002 e 2013 morreram, devido aos incêndios, 97 pessoas, 51 delas bombeiros.
Os incêndios, como os dos últimos dias, provocam um prejuízo médio anual "superior a duas centenas de milhões de euros", mais outros 200 milhões em prejuízos ambientais e materiais, disse o responsável.

Uns ganham milhões, outros passam fome

Os privados lucram milhões com a “indústria dos incêndios”, no entanto, há quem os combata e, muitas vezes, não tenha as condições básicas para o fazer. Os Bombeiros de São Pedro do Sul viveram, durante a noite e manhã de deste domingo, sem apoio logístico, chegando mesmo a bater à porta de casa dos populares a pedir bolachas. José Manuel Moura, comandante da Autoridade Nacional da Proteção Civil, classificou a situação como uma “falha inacreditável” e disse que ia investigar o sucedido.

         Enviado por AMC