*O "défice", sempre o conheci alto, comprido, largo, obeso, mas nunca tão
magro como agora.*
*A dívida, claro, resulta do "défice" e arrasta-se conforme a margem de
manobra que nos concedem.*
*Mas, transferir milhares de milhões para "offshores", num contexto de
"défice" e dívida, não pode deixar de levantar perplexidades.*
*Quem transfere milhares de milhões para "offshores" parece que só o faz
por uma - ou pelo conjunto - de três razões:*
1. *A primeira, porque tem demasiado dinheiro disponível sem rendimento
atractivo;*
2. *A segunda para esconder dinheiro de forma barata - porque precisa de
esconder?*
3. *A terceira para utilizá-lo em actividades económicas duvidosas ou,
muiiito duvidosas.*
*Assim, porque é que as autoridades monetárias não "agarram" esse dinheiro
e, ressarcindo-se, primeiro, dos impostos devidos, não o utilizam para
financiar o "défice" e amortizar a dívida, remunerando-o à taxa média dos
"mercados"?*
*Não será, pelo menos, tão legítimo como impor níveis de austeridade
insuportáveis àqueles que procuram moedas em algibeiras rotas?*
*Os 10.000 milhões [de apenas 20 transferências (!!!!????), em centenas num
total de 28.000 milhões] reduziam a dívida e os encargos da dívida junto do
FMI libertando o País desse garrote.*
*Sande Brito Jr*