O PAÍS TRABALHA; LISBOA LAMBUZA-SE

 

Nuno Rocha dos Santos de Almeida e Vasconcellos, isso mesmo, com um “de”, um “e”, e dois “ll”, que dizem ligado ao PS socratiano, presidente da falida Ongoing, está insolvente desde Janeiro, tendo uma dívida pessoal de 9,7 milhões de euros no BCP. Mas, pelo menos oficialmente, o empresário não tem quaisquer posses para pagar esta dívida: o único bem que tem registado em seu nome é uma mota de água, bastante usada por certo, por tanto correr em águas turvas, enlameadas mesmo.

A notícia é avançada, este sábado, por um semanário, que relembra não ter Vasconcellos bens em seu nome: a Ongoins Strategy Investments, holding principal do grupo liderado por Vasconcellos, foi declarada insolvente em Agosto – e por gosto - do ano passado, com uma dívida superior a 1,3 mil milhões de euros. O Novo Banco e o BCP encabeçam a lista dos principais credores e reclamam quase 800 milhões de euros.

Os problemas do grupo Ongoing agravaram-se após a queda do Banco Espírito Santo (BES) e, posteriormente, da PT, em que a Ongoing chegou a ter uma participação de 10%. A empresa liderada por Vasconcellos ainda apresentou um plano de recuperação, propondo-se pagar a 15 anos, um valor máximo de cerca de 17 milhões de euros, uma quantia fantástica face à “pequeníssima” dívida: o plano foi rejeitado pelos pouco amáveis credores. e a empresa entrou em insolvência.

Já Vasconcellos, que era também o dono do extinto Diário Económico, viu o tribunal decretar a sua insolvência pessoal a 26 de janeiro deste ano. Depois de o notificarem na Herdade da Comporta, onde a sua mãe tem casa, e após várias tentativas falhadas de contactá-lo, os credores encontraram apenas uma moto de água em seu nome, conta o Expresso.

Ora aqui está mais um caso de polícia, de uma severa polícia, dotada de meios de, mesmo sem julgamentos pelos juízes dos tribunais, que verificasse quem concedeu tais créditos, e com que garantias.

Se as operações foram mal aprovadas, os bens e/ ou rendimentos dos indivíduos revertiam a favor das instituições bancárias ou outros credores, e os intervenientes nas operações, corruptos e corruptores, atirados para umas masmorras especiais.

Em vez de passear tanto, talvez o presidente do grupo folclórico lusitano devesse dar mais atenção a estes assuntos.