Olho aquilo que me dá prazer
Olho aquilo que me dá prazer
De noite, de dia espero por ti
Pelo calor do teu terno corpo
Por me transportares em teus
Braços adormecidos p'los anos
Na esperança d'encontrar aquele
Odor, aquele carinho inigualável
Carícias transparentes, sinceras
De um amor desinteressado
De um tempo demorado
Onde teus beijos me esquentam
Uma boca perdida de dúvidas
De demoras, de ausentes
Fomos (os) dois amantes
Eternamente.
Sofia Geirinhas
