Portugal… meu pai, meu fado

Portugal… meu pai, meu fado

 

Que estranha forma de vida quis o destino escrever

ao plantar-me nesta terra insólita e arrebatadora

sem que o meu corpo coubesse no berço que o viu nascer

forçando-me a transpor fronteiras uma a uma

com raízes que jamais me prenderam a terra nenhuma

mas que nesta terra florirão um dia sem que os meus olhos vejam

se as pétalas das rosas caídas que os meus dedos sentem e beijam

formarão roseirais do que eu sou sem jamais em vida ter percebido

se fui a filha merecida de um pai por quem por amor teria morrido.

 

(Poema inédito, retirado do próximo livro a sair brevemente,

 intitulado, PORTUGAL, MEU CANTO E MEUS DESENCANTOS)

 

Maria Rita F. Soares

Grupo A Poetisa das Rosas