Quando o amor nos espreita

 

Procura a alma o seu merecido ensejo

para quiçá

repousar

reviver

reanimar

na eternidade de um só momento

a fogosidade que arde na pele

e por ela encoberta

parecendo apagada, obscura, inactiva

mas que vive, arde, respira

e que só de amor se alimenta

por ele esperando, incerta…segura…

 

Até aquele momento

em que o olhar parece debruçar-se

sobre o peitoril de um olhar que cativa

que abraça

que sorri

que entende

e que nos beija

com o anuir de um leve pestanejar

sobre o mundo complexo que a nós se prende

e que a ele se rende sem o questionar…

 

Nada mais se pergunta

Nada mais se responde

Nada mais se reivindica.

Maria Rita F. Soares