Selfie
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Selfie
Por dentro de cada selfie tirada
Uma história merece contada
Casa construída à beira do rio
Donde cedo por destino partiu
E pelo” mar de longo” navegou
Caminhos das sete partes trilhou
Não esqueceu a casinha voltou
Ali a noite era o vento e geada
Lá fora chuva e frio assustava
Às vezes a vida desconsolada
Ao levantar da cama o arrepio
Noites altas longa madrugada
Para uma forçada ida ao bacio
Voltar à caminha quase gelada
A mamã as roupinhas ajeitava
E o quentinho da cama voltava
Uma infância longe e já passada
Tão breve e linda vida suportada
Pelo doce calor e os beijos da Mãe
Longa saga na meninice começada
E a passagem da vida ainda lembrada
Lo hacen escribir y versificar, tambien. - Edgard Panão
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( in, Campos de Arruda Ed. MinervaCoimbra)
