Táxis vs Uber
MEUS CAROS
Desde há alguns anos que evito conduzir na selva lisboeta.
Ter que apanhar com condutores de cidade que não sabem conduzir; com parques de estacionamento exteriores que custam os olhos da cara; com parques subterrâneos que são um saque descarado ou deixar o carro em lugares sujeitos a multas ou ao vandalismo da fauna suportada pelo por todos nós, prefiro andar de transportes públicos.
Prefiro o Metro, o Táxi e os Autocarros.
A UBER ainds não utilizei, apenas por mero acaso ou por não ter à mão, o úmero de contacto.
No Rossio, recusei-me a entrar num TÁXI tal era a sujidade e o estado de conservação dos estofos.
Outra vez, apanhei um Táxi junto ao n.º 21 da Av. 5 de Outubro para ir para o Cais do Oriente. Ao chegar ao Campo Pequeno, em frente ao “Currascão” (se não é este o nome, é semelhante), mandei parar o Táxi e saí. O condutor estava mais do que embriagado. Insultava tudo e todos, e a buzina parecia um concerto dos GNR…
Nada tenho contra os TÁXIS, nem contra a UBER ou outros semelhantes.
O que tenho é contra os resquícios que ficaram do “ CONDICIONAMENTO INDUSTRIAL” que ficaram do “ ESTADO NOVO “.
Acabou o CONDICIONAMENTO INDUSTRIAL”, mas não foi para todos.
De fora, ficaram duas actividades sujeitas a ALVARÁ, ou outro que palavrão que lhe queiram chamar, mas que têm protecção especial, i.e., condicionamento, pois estão condicionados no número de Licenças: as Farmácias e os Táxis.
Porquê? Pergunto eu!
Existe alguma razão para tal protecção? Quem tem medo das falências destas actividades?
Se há medo, para condicionar em termos de quantidade, tem deve ser alargado a todas as outras actividades comerciais ou industirais: sejam barbeiros, restaurantes, lojas de modas, sapatarias, café, lojas de materiais de construção, construtores civis, etc. etc.
O “ CONDICIONAMENTO INDUSTRIAL”, foi um ponto final na protecção de grandes grupos ou pessoas.
Com os Táxis e com as Farmácias acontecia e acontece o mesmo. Veja-se a quantidade de TÁXIS que tem o Presidente da ANTRAL!
Se os Governos tivessem aquilo com que se fazem as saladas, há muito que tinham acabado com estes resquícios que vêm do tempo, a que muitos erradamente chamam ao que nunca existiu em Portugal: o “fascismo”
Regulem-se as actividades, em termos de capacidades, de meios, habilitações técnicas, formação, etc. . Sejam elas quais forem: comerciais ou industriais!
E que cada um abra as Farmácias que entender, onde quiser, e tenha os Táxis que entender.
Quem tiver melhor serviço e melhores preços, terá clientela.
Ou outros, tal como os cafés, os restaurantes, os construtores civis… que fechem, num ciclo permanente qual “Eterno Retorno”!
Haja é Leis, Regulamentos e Fiscalização, e deixem o mercado funcionar! Uns abrirão e outros encerrarão!
Quem tiver dedos é que tocará viola!
Os Hipers importam tomates durante todo o ano, pelo que se não os há de produção própria, o Governo que vá às lojas…
Abraço.
José de Sousa Pais
