Uma vergonha?
Uma vergonha?
Se vox populi vox dei é verdade insofismável, o jornal Diário de Notícias, mais conhecido por DN, é um jornal engajado ao governo actual e ao partido socialista, sendo de ambos o órgão oficioso adjuvante do fálico.
Segundo o dito, José António Saraiva, director do jornal o SOL, um órgão de informação que Sócrates quis apagar, vai lançar um livro com conversas privadas tidas com vários políticos e pulhíticos portugueses, que é o que há de mais lá pelas bandas da capital sanguessuga dos portugueses, e de outros que também por lá passaram.
A notícia, que aventa ir o livro fazer revelações – e não reclamações – sobre a vida sex e assexual de várias personagens de moralidade duvidosa, gerou de imediato um extravasado murmurinho nos meios facebocanos e outros de menor difusão, em que estas coisas divertem, consomem e cheiram mal consoante o opinante e o leitor bisbilhoteiro.
A notícia que só por si já arrepiava os corações doridos e pudicos dos moralistas, e as partes baixas e altas, frente e verso, de certas personagens presumivelmente caídas na esparrela do engate, ou vice-versa, celeuma deu a notícia de que– e há gente a entrar em choque profiláctico - a apresentação da obra, nojenta para alguns, escabrosa para outros, vai ser feita pelo ex-primeiro ministro Passos Coelho, que, por julgar saber muito mais coisas que as que lá estão escarrapachadas, nem sequer ainda leu o livro.
Aliás, no distrito de Castelo Branco, onde esteve durante este sábado, o líder do PSD disse que nunca governou por causa de sondagens, e sobre esta recente polémica em que o querem envolver, disse – e quando fala não é a brincar – que não volta com a palavra atrás e que, mesmo contra tudo e contra todos, vai apresentar o livro do jornalista José António Saraiva, esperando, contudo, que esta coisa, quer dizer, que este assunto não seja transformado numa questão de natureza partidária.
Passos Coelho, ao contrário de muitos que por aí o andam a criticar, não é pessoa para voltar com a palavra atrás nem para dar o dito pelo não dito. Assim, se não houver qualquer contratempo insanável de última hora, lá estará o ex-primeiro ministro a apresentar uma obra que vai mexer com o rabo de muita gente tida por boa.
Mesmo sem conhecer o seu conteúdo, toda a gente diz que não vai comprar este livro nojento, Mas se o apanharem à mão, e o puderem ler à borla, ai não que não lêem...
Quem serão os emporcalhões (e emporcalhonas) que estão com medo de Saraiva?
