PESSOAS EM GRANDES DIFICULDADES ECONÓMICAS NO CONCELHO DE COIMBRA

Os dados médios apontam que a população do Concelho de Coimbra é de 140.796 habitantes, de acordo com os dados dos Censos 2021 do Instituto Nacional de Estatística (INE). Para um número pequeno de habitantes, em Coimbra, é alarmante a quantidade de pessoas com graves situações económicas a viver no Concelho o que deve alertar as políticas municipais.
Há cerca de 250 pessoas em condições de sem-abrigo e destas mais de 100 vive nas ruas de Coimbra, segundo dados mais recentes.
Apesar de não haver um número exato disponível para quantas pessoas vivem em casas sociais no concelho de Coimbra, no entanto sabe-se que há cerca de 600 famílias na lista de espera para habitação social, um número que tem vindo a aumentar nos últimos anos. O número de pedidos para habitação social no Concelho de Coimbra aumentou 33%.
Por outro lado o Concelho de Coimbra é o terceiro com mais casas vagas fora do mercado, segundo o estudo do Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IRHU). Coimbra têm 7.930 casas vagas fora do mercado, sendo apenas superada por Lisboa, com 21.801 habitações, e Sintra com 8.196 habitações.
Percebendo-se uma clara diferença entre o número de casas vagas e o aumento de número de pessoas com enormes dificuldades económicas no Concelho de Coimbra, o que revela os resultados das políticas municipais.
O facto é que a ex-vereadora Ana Cortez Vaz, que tinha o pelouro da Ação Social, em Abril de 2022, durante uma reunião de Câmara disse que «em Coimbra, só dorme na rua quem quer».
Link para confirmar: https://www.youtube.com/watch?v=MP0IDxl-71Q&t=6773s
Ao minuto 1:48 a 1:49.
A realidade é que a ex-vereadora da Ação Social nunca chegou a pedir desculpas públicas. Também é claro que a delegação de Coimbra do Centro de Apoio ao Sem-Abrigo (CASA) registou um aumento de 30% nos pedidos de ajuda. Segundo Helena Igreja, responsável pela delegação, as solicitações vêm de famílias, pessoas em situação de sem-abrigo ou em risco de perder a habitação em Coimbra.
Perante estes dados que envergonham a cidade universitária e que é uma informação que deveria envergonhar todos os “embaixadores de Coimbra”. Por isso o anterior executivo municipal entendeu combater este problema grave promovendo um “Encontro do Núcleo de Planeamento e Intervenção em Sem-Abrigo de Coimbra (NPISA/C)”. Esse “Encontro do Núcleo de Planeamento e Intervenção em Sem-Abrigo de Coimbra (NPISA/C)” teve por objetivo promover a partilha de boas práticas, a difusão de conhecimento e experiência nesta área, bem como fomentar o convívio e as interações sociais entre vários NPISA e também entre técnicos, num espírito de cooperação.
Os dados são claros para explicar as principais causas de se viver na rua estão associadas a dependência de álcool ou de substâncias psicoativas, desemprego ou precariedade no trabalho, muitas pessoas em empresas de entrega de comida, ou insuficiência financeira associada a outros motivos.
Este é um grave problema do Concelho de Coimbra que merece mais atenção do que dizer em reunião ordinária da Câmara de Coimbra que «em Coimbra, só dorme na rua quem quer». Até porque um Concelho (ou país) é tão rico quanto os seus mais necessitados. No caso de Coimbra, como cidade universitária tem obrigação de encontrar as melhores soluções para este problema desumano.
JAG
07-11-2025
