Praça 8 de Maio

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Praça 8 de Maio que já tinha sido Largo de Sansão, e Rua Visconde da Luz que antes era uma rua completamente irregular e designada por Rua de Coruche. A partir de 1858 beneficiou de um eficaz alargamento e desde a década de 1990 é uma área pedonal. O novo nome da rua, marca o fim das designações populares para as ruas e sítios que passaram a ser escolhidos, nem sempre bem, pela Câmara Municipal. Considerando a autarquia que o nobre Joaquim António Vellez Barreiros (Visconde de Nossa Senhora da Luz), enquanto Diretor Geral das Obras Públicas do reino, se empenhou eficazmente para levar a efeito o alargamento da Rua do Coruche, votou favoravelmente, a designação Visconde da Luz a este melhorado troço.

O Visconde da Luz, perante a Câmara, possuía as melhores intenções em tudo quanto dizia respeito ao aformoseamento de Coimbra. Curiosamente o seu filho, Eduardo Montufar Barreiros, à época estudante de direito da Universidade de Coimbra fazia exatamente o oposto.  Protagonista das mais “heroicas” estroinices noturnas que aconteciam na cidade, das quais se destacam duas das mais relevantes:

- escalar os Arcos do Jardim e fazer desparecer as setas do mártir S. Sebastião, deixando um escrito de grandes caracteres aos pés do santo, dizendo: “Basta de tanto sofrer”!

- subir à Torre da Universidade, e apoderar-se do pesado badalo da “Cabra” – o sino terror dos cábulas, e fazê-lo sumir, deixando sem voz a Universidade ou melhor dizendo arrancou a língua ao inimigo!

Acabado o curso, Eduardo Montufar Barreiros, tomou posse à Câmara alta do reino, como par hereditário, por sucessão ao pai, mas nunca lhe foram dadas funções naquela câmara, não deixando por isso de beneficiar do estatuto social superior que lhe concedia alguma proteção, para continuar a meter-se em sarilhos!

Carlos Ferrão