Abusos sexuais: isto não vai com água benta

Grafite em Lisboa, em 2011, alusivo ao abuso sexual de clérigos sobre menores. Foto: © Milliped / Wikimedia Commons

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Os abusos sexuais do clero católico sobre menores e pessoas fragilizadas voltaram à ribalta dos media. O Papa Francisco já não aguentava com a vergonha. Repetiu até à exaustão a palavra em que não queria acreditar. Desde o princípio do seu pontificado, em 2013, Francisco não se cansou de verberar este crime moral, hediondo, perpetrado em vários cantos do mundo.

Nos últimos 50 anos, o papado fez ouvidos moucos à tragédia que se desenrolava no seu interior. Paulo VI, o papa enorme do Concílio Vaticano II, não tocou no assunto. João Paulo II foi, várias vezes, colocado entre a espada e a parede. As denúncias das vítimas perturbaram a simétrica das viagens apostólicas e políticas do maior andarilho de todos os tempos. Mas quase nada ficou preto no branco.

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