Na berra, berra

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Não demorou tempo para confirmar que Cabrita (o Governo) mentiu no caso do atropelamento do colaborador ao serviço da Brisa.

Há aqui uma cobardia insanável. Cabrita mentiu para se safar. Não saiu do carro a não ser para seguir direitinho para Lisboa, engendrando um comunicado mentiroso, soez quando atira culpas para o morto e ladrão no sentido que, com a mentira, bloqueia uma indemnização, rouba mais vidas à pobre família da vítima.

O que dizer de um Governo com tipos deste quilate?

Custa a perceber como Carlos Santos Ferreira, o ex-presidente da CGD, não é o principal detido nesta estória de Berardo. Afinal de contas, o madeirense foi apenas o martelo com o qual Santos Ferreira, a mando de Sócrates, assaltou o BCP: deu, a Berardo crédito de porta aberta (as garantias eram acções do próprio BCP) e, coisa de anedota, chegou a dar crédito para pagar juros dos próprios empréstimos concedidos... (!!).

Não é a primeira vez, aqui, que descrevo o que vem a seguir:

Depois do assalto ao BCP - o crédito da Caixa serviu para Berardo comprar poder (acções) do BCP - não por um acaso, Santos Ferreira passou para a presidência do BCP. Depois chamou Paulo Macedo (sim, o actual presidente da CGD) e foi este, a pedido de Santos, que falou com Vara (e com o Banco de Portugal) para assumir a vice-presidência do BCP.... e, por fim, já em 2017, foi o tenebroso Carlos Santos Ferreira que indicou ao PS de Costa a necessidade de colocar o fiel amigo Paulo Macedo, ex-ministro no primeiro governo de Pedro Passos (e destruidor do SNS, vejam bem), à frente da CGD...

Isto parece uma coisa mexicana. Mas foi isto.

E isto, acreditem é apenas uma pequena parte das patifarias destes senhores. Há mais, muito mais.

PS. Não se deixem enganar com a conversa que foi Paulo Macedo que entregou a “auditoria externa” ao Ministério Público. Faz parte do circo.

 

Rudolfo Rebelo

In Zita Seabra