O ILUSIONISMO (PREPARAÇÃO) DOS MIGRANTES

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Tenho o maior respeito pelos que, aqui ou além-mar, passam fome, constrangimentos de toda a ordem, não se lhes assegura o mínimo de direitos e não são tratados com a dignidade que merecem pelos governos dos Estados a que pertencem, principalmente os de África ou de certas zonas do Oriente Médio.

Mas, ao vê-los lançarem-se aos mares, principalmente, para fugir à miséria humana em que vivem, precipitam-se movidos pelos sonhos que lhes incutem da vida boa que poderão usufruir na Europa, mormente na Inglaterra ou nos Países nórdicos.

Mas conviria perceber e analisar o que está para montante da sua vinda. Que máfias estão por detrás da sua aventura. Também conviria descobrir as razões de, nos seus Países, com algumas excepções – Nações que estão envoltos em guerras ou perseguem as pessoas por factor da religião ou da política – apesar dos apoios que a União Europeia e outros, como os USA e o Canadá, lhes enviam, se acaba por verificar que as verbas se escoam em proveito dos grandes do poder governamental e político…

E, ainda, tentar analisar as causas de, num ou noutro País de África, férteis em terrenos, onde o solo é tão rico que pode dar duas safras/ano e do subsolo se podem extrair minérios ou hidrocarbonetos de elevado valor, não existir organização capaz para, os próprios Países e cada um, retirar o maior proveito do que tem, distribuindo, depois, pelo seu povo.

Não me deixa de inquietar e de me provocar interrogações diversas, o que me deixa muitas dúvidas sobre este fluxo migratório de invasão da Europa, que mais de 95% dos que se fazem aos caminhos do velho continente, tenham perdido os documentos…

Mas, e em contra evidência, não perderam o telemóvel. A esmagadora maioria, exibi-o.

É perante este panorama – estranho e manhoso (palavra forte, mas que tenho de aplicar) – que gostaria que as Autoridades da União Europeia e de cada País que a formata, se prontificassem a incidir esforços, de estudo e de investigação, para sabermos como é que é possível este ciclo migratório, retirando, como já o deixei explícito (também precisa de controlo) os que provêm, de Nações em conflito.

Se deixarmos que o ilusionismo, toda a preparação que envolve esta debandada, continue…sem lhe deitarmos a mão, o futuro da Europa poderá estar comprometido. Em França já temos exemplos de que a maior parte da gente que recebemos não está preparada para viver no oásis que lhes cerca o pensamento, porque não se mija e caga nas ruas, mas em locais próprios; porque não se reza no asfalto das mesmas ruas, mas nas mesquitas… porque não se lava e estende roupa, em cordas improvisadas, em qualquer Avenida ou Largo.

Até para se residir na Europa, é preciso preparação, educação e bases culturais… Por lá, tudo é bem diferente, sem regras e sem deveres.

Mas se o telemóvel é o cartão de visita…está tudo dito. Para trás ficam os documentos, propositadamente, para que haja facilidades de integração.

Mal de mim pensar que não se acolhe. Mas nunca à balda, sem critério e sem se apurar o que está na génese desta fuga em massa…. Solidários, mas criteriosos e traçando projectos para que nos seus Países haja decência humana, trabalho e futuro. Quem atribui subsídios, colhe problemas sociais. A Europa está a atraí-los.

António Barreiros