Reformas

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Anda muita gente preocupada com a reforma de Ana Bola. Escândalo, escrevem algumas revistas cor-de-rosa e tablóides.

Antes dela, já tinha havido outros artistas a queixarem-se na Praça Pública sendo o caso mais conhecido o de Fernando Tordo que até foi para o Brasil, de onde regressou logo de seguida, e isto no tempo da Dilma, vá-se lá saber porquê.

É engraçado nunca ninguém os ter questionado sobre a sua carreira contributiva…mas continuemos.

Pois: Imaginemos dois trabalhadores com uma carreira contributiva igual (anos e ordenados) sendo que um sempre descontou para a Segurança Social e outro descontou para a Caixa Geral de Aposentações durante a maior parte dos anos, tendo depois passado para a SS, pois veio trabalhar para o Privado, ou o caso dos professores do Privado que ficaram desempregados com o fim dos Contratos de Associação e que, desde 1989, sempre descontaram para a CGA.

Imaginemos que ambos ficaram desempregados aos 59 anos e receberam subsídio de desemprego até aos 62.

Em alguns casos, os que apenas descontaram para a SS irão ter reformas muito superiores (em alguns casos mais de 50%), aos que descontaram apenas para a CGA ou para os dois regimes e isto porque na CGA irão ter pesadas penalizações, uma vez que esta não contempla a situação de desemprego de longa duração, dado que que, e as palavras são da própria, CGA, no Função Pública não há desemprego de longa duração, pois ninguém é despedido. E isto apesar de ter saído legislação que estipula que os aposentados da CGA (aqui não há reformados) devem ter as mesmas condições dos reformados da SS.

Moral da história: preocupem-se é com os artistas que permitem estas situações.

António Franco