Alem do mar! ( ... menina e moça! )

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Bela, e de olhos verde-azulados,

dois faróis intensos iluminados,

para distâncias e escolhos avisar,

se, eu, também, navego no mar,

 

porquê, para mim, são cerrados,

por ti, a correr perigos esforçados,

até ao dia de a bom porto chegar,

onde vou esperar, para te beijar!

 

Serás como uma chama reluzente

com raios, só, para iluminar gente,

vou pedir, para mim, uma exceção

 

ficar, Amor, sob teu olhar, presente,

para nos amarmos, intensamente,

e salvar de naufrágio, meu coração!

Edgard Panão

 

(in, Post scriptum. Coimbra-anos 40s)

 

Imagem retirada da net