O Sorriso das Pétalas Amarelas – O Nosso Semanário

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Confesso que iniciei as minhas modestas colaborações em “O Ponney” por mero acaso, a convite tímido da minha querida amiga Isabel Vilão, decerto como quase todos os colaboradores desta magnifica publicação inicialmente “arquitectada” por Castelão de Almeida, lá no longínquo ano de 1929.

E, pela primeira vez me confesso: apareceu o JORNAL em boa altura. Sim, o JORNAL.

[Para os “ciumentos” que não saibam, trata-se de um JORNAL legalizado. Preto no branco.]

Pois, ia eu dizendo, já andava eu “mortinho” por abandonar definitivamente as redes sociais (melhor, a única rede social a que tinha aderido), local onde registava as minhas inspirações quando o sarcasmo e a sátira e o humor (negro) me acicatavam a mente e a mão - irrequietas e marotas e mordazes. E por lá me foi feito, também, muito “mal” e muita “pirataria”, “coisas” que por aqui não se fazem! Mas com esses males posso eu bem.  

[Há males que nunca me tiraram, nunca me tiram, nunca me tirarão o sono – e eu não sou invejoso e durmo bem e com indiferença total à inveja alheia.]

E desde logo houve questões fundamentais que me levaram a acelerar uma tomada de decisão para aceitar a proposta, para além de ser um academista férreo: a renúncia expressa à Maledicência; o amor pela Briosa; o Humor das “escrevinhadas”. E, também, reparei que há por aqui, pelo NOSSO JORNAL, gente com muito (mas mesmo com muito) talento, com quem seria engraçado partilhar “páginas” e “conhecimentos” e “experiências” – que foi o que acabou por acontecer. Gente preocupada apenas em divertir-se divertindo, sem apoquentações de afrontações internas descabidas, sem intenções de afrontamentos externos desnecessários e imbecis. Gente que, mesmo sabendo que sabe pouco, tem prazer em partilhar com prazer o pouco que sabe. Gente apenas preocupada com o “engrandecimento” e “divertimento” de quem nos lê. Despretenciosamente.

Apesar de, com algum orgulho e com um brilhozito nos olhos, termos a ambição de sermos o jornal on-line da zona Centro mais lido. Em todos os cantos do mundo. Depois… depois logo se vê.  

“O Ponney” fez anos e estou feliz por isso. E eu nunca tive pressa em deixar a felicidade passar.

Luís Gil Torga