BRIOSA - UM MEIO para atingir UM FIM


Será que os associados comprovam, pelo menos da maneira como se apropriam da questão da AAC-OAF, a sua pertença e afinidade intrínsecas, a sua preparacão, a necessidade do seu problema?
Perdõe-se-me dizê-lo: recorrentemente, leio, escuto, algo de precipitado e juvenil, acomodando-se apenas e prendendo-se às perspectivas imediatistas da formação, do treinador, dos atletas, algo que desagua sempre, e só, em exercicio de aporética.
Pois bem. Estão anunciadas as eleições para os Orgãos Sociais da Briosa para o próximo dia 1 de Junho. Estranhamente ( a um mês dessa data) ainda não há noticia de qualquer candidato ou, tão-pouco, putativo(s) candidato(s) a tão nobres cargos.
Portanto, como "sub specie speciei" , quero dizer, do ponto de vista da "espécie academista" , com grande nitidez testemunho ao que venho - procurar UM MEIO para atingir UM FIM.
Dito assim, passe a imodéstia, aprendi na argura da vida vivida, a distinguir a causa do agir, da causa do agir de determinada maneira, com determinada orientação, com determinado objectivo.
Neste sentido, obrigatóriamente, temos que elencar os factos com os quais nos confrontamos:
- A Briosa obedece ao regime juridico de gestão SDUQ, Lda.
- A Briosa, independentemente da sua Direcção, só consegue uma quantia insignificante de receitas finançeiras enquanto competir na II Lga.
Qualquer outra denominação argumentativa, ainda os muitos mais "desejos", são relativamente fortuitos, arbitrários, quase indiferentes àquele prodigioso 《quantum》de energia que pressiona, como se disse, para de qualquer modo ser usado - o financeiro.
Prosseguindo. O regime de gestão SDUQ está esgotado? Terá que se reconhecer que o barco está seguindo a corrente em que caíu - II liga - independentemente do "homem do leme" que hoje o dirige.
Que queremos uma SAD porque a isso somos obrigados? NÃO. 
Ainda nos faz falta uma critica do conceito SAD como um "fim". Reflita-se sobre a história das SAD conhecidas. Não têm elas de ser, em primeira e última instância, actrizes do proveito financeiro ( não digo lucro) imediato? Qual é a SAD que, em resultados contabililisticos, difere das SDUQ? NENHUMA; todas, igualmente, em falência técnica, com a agravante de abrirem caminho a uma pérfida consequência - disvirtuar a CAUSA ( vidé o casa paradigmático de Os Belenenses). 
E ENTÃO?
Como "eremita" falo uma vez mais. A Briosa convive com instituições, com pessoas, enverga o TRAJE com o qual ( como o qual ) nos conhecem, respeitam, procuram.
Não podemos, não deveremos, respeitar, envergar o "simbolo" de uma seguradora, uma operadora de telecomunicações ou uma qualquer outra empresa cujp objecto social não vise a exploração comercial da"industria" futebol? Quero significar que, subtantivamente, se previligie o conceito de PATROCINADOR que decerto, dado o volume financeiro, exigiria "assento qualificado" na gestão. Daqui decorrendo - in extremis uma SAD. TODAVIA baseada numa filosofia situada nos antípodas do investidor comum, ou seja, o retorno deste visa o financeiro ( negócio como objecto social ), enquanto um PATROCINADOR RELEVANTE almeja "ganhos" na sua imagem comercial, cultural, ou eventualmente de cariz mais "prosaica" - influência ( no bom sentido do termo ).

Em suma: só falta um candidato a ser o HOMEM DO LEME" que siga esta rota....se aparecer, eu o ajudarei soprando na vela...

Coimbra, 01 de Maio de 2019

Lucilio Carvalheiro
Sócio nr. 810
Ex-Presidente do Conselho Fiscal ( última subida à PRIMEIRA LIGA
Membro vitalício do Conselho Académico

Emblema-da-Academica-destaque5.jpg