ISTO É GOZAR...COM QUEM SOFRE PELA ACADÉMICA

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O jogo de hoje, frente à Oliveirense, poderia dar um novo ânimo à Briosa, nesta fase difícil por que está a passar, em que se vêm sucedendo fiascos comprometedores.

Infelizmente, foi mais um jogo fracassado, sem a desejada vitória, perante adversário fraquinho, perfeitamente ao alcance de uma Académica dentro da sua bitola habitual desta época.

Se um empate fora nunca será um muito mau resultado, o que causou desilusão e desencanto foi ver a equipa realizar mais uma má exibição, desinspirada, tristonha, amorfa, pouca intensa. Jogadores que já mostraram toda a sua qualidade, aparecem agora totalmente transformados. Sem alegria, sem garra, descrentes, retraídos, conformados, escondidos, muitos em clara baixa de forma, acumulando erros inaceitáveis, como se tivessem já desistido de lutar por objetivos maiores.

A equipa está doente e a precisar urgentemente de uma terapia de choque e de uma vitamina de confiança. Será que o técnico ainda tem condições para fazer o diagnóstico certo e encontrar o remédio para a cura, ele que parece sofrer do mesmo mal da descrença, da falta de ambição, do não suportar a pressão inerente ao espírito ganhador?

É indiscutível que se sente a falta dos golos do ausente Bouldini, mas não se pode cair em fatalismos e pensar que ninguém conseguirá fazer o que ele fazia, pois é sabido que os cemitérios estão cheios de insubstituíveis. O plantel é composto por um conjunto alargado de atletas, todos merecem a sua oportunidade (e a Liga Revelação tem mostrado que a equipa da Académica tem ali excelentes jogadores prontos para bater à porta da equipa principal) e importa inverter a postura demasiado conservadora de Rui Borges, pouco atreito a fazer mudanças, mesmo quando há quem, por razões conjunturais, não se apresenta, visivelmente, nas suas melhores condições.

Ainda vamos a tempo de inverter o atual rumo dos acontecimentos (até porque Vizela e Arouca acabam de empatar e segurámos o 3° lugar). É hora de mudança, também, no discurso oficial, para reforçar a confiança na equipa, mostrar que se acredita neles, dizer-lhes que são capazes, fazê-los conviver com a pressão positiva de andar na frente e estabelecer, uma vez por todas e sem medos, o objetivo de terminar no pódio.

Foto:MANUEL MORAIS/KAPTA (Zerozero)
                                                                                                                                                                                                                                     Jorge Pedroso de Almeida