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Quando aos 2 minutos, a equipa da Briosa fez o primeiro remate à baliza do Vilafranquense, um estoiro que saiu ao lado, pensei para com os meus botões que a Académica ia ganhar o jogo com facilidade. Iludi-me. A Académica começou a ter mais posse de bola, a jogar benzinho, mas remates à baliza, nicles-batatocles como dizia o Zé d’ avó quando as coisas não corriam a seu favor.

As duas equipas em confronto encaixaram-se uma na outra e dificilmente chegavam às balizas adversárias, salvo nos minutos finais em que o Vilafranquense, com a ajuda do árbitro, carregou sobre a defesa da equipa de Coimbra.

Sim, foi um jogo morno, com tempos de bola muito semelhantes, por vezes arrastado, outras vezes “não sei se vá, se fique”.

Há uma coisa para que quero chamar a atenção dos mais distraídos: a relva estava molhada e escorregadia, a pedir contra-ataques rápidos, o que não aconteceu; e, no resto, a equipa da académica foi sempre muito igual a si mesma, sem rasgos de imaginação para ludibriar o adversário; e, nas poucas vezes em que o fez, havia sempre algo que falhava, talvez um médio mais criativo…

Obviamente que a Académica não jogou sozinha: teve um adversário peitudo, que, com a ajuda do árbitro, soube jogar à castanhada… Sim, vem aí o S. Martinho… e uns comem e os outros ficam com a fama…

 

Noutra óptica:

Ribatejanos, em casa emprestada, e conimbricenses proporcionaram um jogo faltoso em que as defesas foram superiores aos ataques

Os primeiros cinco minutos prometiam, com uma ocasião para cada lado. Um remate perigoso de Dias à baliza de Maringá e, na resposta, um centro de Vitinho para André Claro, que de cabeça rematou ao lado. A partir dai pouca intensidade, muita luta a meio campo, muitos passes errados e as defesas a levar a melhor sobre os ataques.

Neste período o Vilafranquense não conseguiu encontrar os caminhos da baliza da Académica e os jogadores da Briosa, com maior posse de bola, a não conseguirem criar lances de grande perigo.

 

Com o reatamento, o treinador do Vilafranquense mexeu no seu onze. Os ribatejanos vieram melhor e mais pressionantes. A baliza de Mika teve a bola a rondar com mais frequência, com os ribatejanos mais afoitos, embora sem criar grande perigo.

A Académica, um tanto ou quanto inibida, também não conseguia construir lances de perigo, a falhar sempre no último passe.

Para o último quarto de hora,  o treinador da Briosa, não estando satisfeito com o resultado, tentou refrescar a sua formação, com as entradas de Mimito, Chaby e Sanca para a frente de ataque, mas o resultado não se alteraria até final e terminou como começou, com uma igualdade a zero.

 

Jogo no Estádio Municipal de Rio Maior.

 

Vilafranquense – Académica, 0-0

 

Equipas:

– Vilafranquense: Maringá, Marco Grilo, Sparagna, Diogo Coelho, Vitor Bruno, Diogo Izata, Jefferson, Leonardo (Ruben Gonçalves, 46), Vitinho (Kady, 62), André Claro (Rodrigo Rodrigues, 87) e Carlos Fortes (Leandro, 74).

 

– Académica: Mika, Fabiano, Silvério, Rafael Vieira, Bruno Teles, Dias, Guima (Mimito, 74), Traquina, Fabinho (Chaby, 74), João Mario (Sanca, 76), Mohammed Bouldini.

 

Árbitro: Carlos Macedo (AF Braga), que pareceu isenta na primeira parte, mas que se “inclinou” na segunda.

 

Assistência: jogo realizado à porta fechada devido à pandemia covid-19, substituída pela chuva.  

(Foto retirada da net)

 

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