Editorial 09-02-2018

 

Anda tudo à estalada

É um título fanado, aldrabão, que não corresponde nada ao que se vai seguir. Num país de brandos costumes em que meio mundo anda aos beijinhos mordiscados, e outro meio teima em manter os antolhos, a incerteza e a mentira são prato forte.

Com a greve dos enfermeiros às cirurgias e a requisição civil decretada pelo (des)governo na ordem do dia da semana e do mês, a degradação, ou desqualificação, do Serviço Nacional de Saúde é um crime de lesa-pátria, fruto de uma obsessão de um ministro das finanças teimoso, que sobrepõe ao bem-estar dos cidadãos às metas do défice. E falavam – e falam! - os seus correligionários de Vítor Gaspar nos tempos custosos e amargos da troika pós socratina: é incrível como um serviço prioritário se está a desfazer no meio das intrigas governamentais, sem rei nem roque, com dívidas escamoteadas nos balanços e outras com anos de vigência, mas ainda não facturadas.

O problema da CGD sobe de tom. Um lodo mal cheiroso de “presenças” e “presentes” de um indivíduo ultra-sério, um mãos-largas, castiço e bem-intencionado Vara, modelo de virtudes também no BCP, banco com tantas ou mais “fraudes” que a CGD, que as autoridades teimam em não investigar; ou melhor, parece que o peão de brega de Sócrates, Joe Berardo, já está com as orelhas a arder.

Inimputável é Carlos Costa: o seu lugar no BP impede que o investiguem na sua (in)acção na CGD…  A líder do BE – cruzes canhoto – está comigo (honi soit qui mal y pense!) ou eu com ela (pior ainda) e pede ao governo que vá até às últimas consequências, e nisto diferençamo-nos, o que significa que não faça nada.

Porreiro, pá. E pá. E pá!

Ou tenho estado desatento, ou o Ti Celito jamaicano anda mais comedido nas suas selfies e nos seus nada-dizeres. É mau sinal, ainda que a montanha possa não parir mais que um rato.

Na Venezuela, apesar de Maduro o presidente não cai: a fome alastra galopante; ronda o milhar o número de presos políticos, alguns lusodescendentes. BE e PCP, como é seu dever, apoiam; o governo, como é seu hábito, diz que vai fazer, mas nunca diz fez; porque só tem lérias e banha da cobra para dar e vender; “res non verba” nunca foi o seu lema.

Por cá, pela urbe, nada de novo. Nada mesmo, salvo atitudes estranhas de uma “cabeça” bi-semi-acéfala que não quer colaborar com a Universidade, ao contrário do que se passa com os concelhos vizinhos. Obscuro isto? Pois…

Vai haver eleições para Reitor da Universidade. Fosse eu a escolher, o Professor José Paiva já tinha o lugar garantido. Mas como não sou…

No meio disto tudo, honre-se a Académica-OAF pela esperança de subida que continua a dar aos seus sócios e adeptos.

ZEQUE