Editorial 27/03/2026

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A RELIGAÇÃO EM TEMPO DE PÁSCOA

 

Independentemente da crença de cada um, a frase que diz: “vê-se o sorriso de Deus quando nasce uma criança” provoca-nos um sentimento de beleza poética independentemente de acreditarmos ou não em Deus. Ainda assim acredito que toque até algumas pessoas mais insensíveis e mais materialistas.

Essa ‘alma’ (como princípio que confere vida, movimento e identidade aos seres vivos) deve ser mantida e integra num código que religa o ser individual ao que é humano - no sentido de mais geral. O que nos une como pesosas. É esse o verdadeiro significado de ‘religião’ - o de «religare», como sendo a busca por um sentido último que ultrapassa a realidade material e biológica.

Porém a mais comum e vulgar ideia leva-nos a pensar em “igrejas” com as suas regras e contradições. No caso da cultura portuguesa: a palavra ‘religião’ remete a crença para a Igreja Católica Romana (o Vaticano) e crença numa inteligência divina é encolhida nos condicionamentos das igrejas. Nada mais errado!

O sentido do todo, como humanos, é fundamental para que cada um entenda como é importante conhecer-se e juntar-se para plantar sementes do que é bom, para assim colhermos os seus bons frutos.

Foi este o sentido que escolhemos para construirmos a edição de O Ponney. Começamos por levantar uma questão que está a colocar em risco o desenvolvimento de Portugal com o artigo «UMA NA CRAVO OUTRA NA PRECARIEDADE». Importante: cada um de nós fazer o seu papel.

Mesmo a Igreja Católica Romana pode pedir o perdão. Em Coimbra o nosso bispo, D. Virgílio Antunes, traz-nos o próprio perdão como forma de se ser religado. O artigo «REINVENTAR A CONFISSÃO» escrito pela nossa nova e muito ativa, Iara Santos, traz-nos uma visão muito diferente da comunicação social. É O Ponney a ver de outro ângulo.

Seguindo a estrada para mostrar o que é evitado pela comunicação social, sendo o lado mais humano e menos sensacionalista, o artigo «EVOLUÇÃO DE FÉ» coloca a Igreja Católica num ponto diferente do abordado pelas notícias mais hediondas.

Será que se a Igreja fosse desmantelada em Portugal viveríamos melhor? Ou não? Pois o nosso artigo «MAIS DO QUE REZAR - AGIR » dá-nos mais dados para que cada um de nós possa refletir.

Terminamos com uma notícia onde a atitude de um ex-ministro, ex-diretor do Banco Europeu e ex-governador do Banco de Portugal mostrou-se oposta à ética, à religação e muito mais afastado da credibilidade dos políticos - o que coloca em perigo a Democracia. O artigo que trazemos é «UM CENTENO DE EUROS» para que, perante os factos, possamos formar opinião mais consistente.

Depois publicamos uma nova tira da Dani e dos seus conselhos em favor da saúde.

Os artigos de opinião abrem com «ILITERACIA COMO UM DOS MAIORES INIMIGOS DA DEMOCRACIA» escrito pela nossa amiga sempre presente no jornal O Ponney.

Passamos para «A GRANDE CABRA 2» escrito pela nossa amiga Maria Júlia que nos leva no seu manuscrito onde coloca a aventura para descobrir um crime de ficção onde é assaltado o Banco de Portugal - para seguir.

Fechamos os artigos de opinião com a visão aguda de Otávio Ferreira sobre política.

 

NOTA: para a semana vamos estar de férias da Páscoa e por isso não vai haver edição de O Ponney.

 

Muitos outros artigos estão aqui apresentados gratuitamente e sem os anúncios a incomodar a vossa leitura.

Assim, terminamos a nossa edição de uma nova Primavera (também ela símbolo de nascimento) desejando que os nossos leitores tenham um bom-fim-de-semana.

José Augusto Gomes
Diretor do jornal O Ponney