A ÚLTIMA TRAPALHADA DO CONSELHO DE CONSUMIDORES DE MACAU

O Conselho de Consumidores de Macau é um tigre desdentado, um gatinho inofensivo, birrento e desorientado.
Um organismo que nunca percebeu quando e como exercer a sua hipotética função de defensor do consumidor de Macau e que, por causa disso mesmo, nunca soube exactamente o que fazer.
A última trapalhada foi a actuação perante os abusos de uma classe de gente sem escrúpulos que, para além de especular descaradamente com os preços de venda ao público com bens de primeira necessidade à venda em supermercados, procurando recuperar rapidamente e à custa de dinheiros públicos (os cartões de consumo) as hipotéticas perdas resultantes da Covid-19 (quem é que deixou de ir ao supermercado?), ainda teve o desplante de atribuir a culpa da sua despudorada actuação aos trabalhadores dessas superfícies comerciais e ao seu hipotético descuido.
O Conselho de Consumidores, desnorteado, alinhou nesta autêntica palhaçada num primeiro momento.
Para depois recuar estrategicamente face ao avolumar de protestos na comunidade.
Não vai sendo tempo de fazer do Conselho de Consumidores um verdadeiro organismo de protecção do consumidor dotando-o dos meios legais e humanos para eficazmente exercer essa função?