Enquanto a chaleira ao lume assobia para o ar...

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Desde que os Estados Unidos invadiram o Iraque em 2003, até à ordem de expulsão das suas tropas deste país, há um dia atrás, foram cometidos muitos crimes que ficaram por expiar. Mas talvez que a consequência mais séria do último atentado terrorista (deixemo-nos de eufemismos) cometido pelo poder político-militar americano, sobre um general iraniano que se tinha destacado na luta contra o Estado Islâmico, seja do foro moral.

Até há pouco tempo os terroristas eram sempre os outros, mas o presidente americano, um homem sombrio e sem caráter, com a ação de abate levada a cabo num país soberano para assassinar um general doutro país, que nem sequer está em guerra com os Estados Unidos, colocou-se ao mesmo nível dos terroristas do Daesh. Impiedoso e cruel.

A nação americana deixou de ter moral para condenar os terroristas islâmicos, porque hoje tem um presidente que usa os mesmos métodos, embora mais sofisticados, para adversários políticos, não terroristas. E com o arsenal bélico altamente destruidor que tem à sua disposição, há que temer a continuação destes atos.

Os países deste lado do Atlântico deveriam rever a sua política de alianças com a governação Trump que é, na atualidade, a maior ameaça à paz mundial e ao equilíbrio ecológico. É que com aliados destes, não precisamos de inventar inimigos.

Imagem retirada da net

Pinto dos Santos (Toni)