TEMPESTADE KRISTIN - UM APELO À AÇÃO

Na passada semana, Portugal foi fustigado por uma tempestade devastadora que deixou muitos cidadãos sem tecto, água, luz e Internet. Este fenómeno extremo transporta-nos aos tempos da mitologia, onde as fúrias das tempestades eram atribuídas aos deuses. Poseidon e Éolo na Grécia, e Neptuno em Roma. Pergunto-me se os deuses enlouqueceram novamente ou se somos nós, de facto, os principais responsáveis pela calamidade que enfrentamos.
Os mais velhos costumavam chamar-lhe o "inverno rigoroso", mas agora, estas tempestades têm nome e representam uma guerra diferente. O nosso planeta está a emitir avisos claros que não podemos ignorar. Faço parte de uma geração que, por muito tempo, desconsiderou os sinais alarmantes que nos foram dados. Os avisos têm sido constantes, mas frequentemente ignorados.
Sinto-me profundamente solidária com o sofrimento de todos os que foram afectados por estas tempestades. Ao ligar para amigos e familiares na região de Leiria, que estão há vários dias sem luz, água e Internet, percebi a angústia nas suas vozes. Muitos não podem trabalhar e muitos perderam as suas casas. O que dizer?
As tempestades não apenas varrem tudo, mas também revelam a fragilidade da vida.
Agora, mais do que nunca, é o momento de agir. Faço um apelo a todos: vamos unir esforços para arrumar a casa e reconstruir o que foi destruído. Precisamos de mãos solidárias, dispostas a apoiar aqueles que estão em dificuldade. Não necessitamos de visitas de ministros ou promessas vazias, precisamos de ação concreta, de pessoas que se mobilizem para fazer a diferença.
M. Jones
