AS ABERRAÇÕES DO IVA, um descalabro

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O IVA, em Portugal, uma taxa sobre todas as coisas visíveis
transaccionáveis, tem valores completamente aberrantes.
O legislador não teve critério, assim como o governo ao decidir
implementar sem, e antes, avaliar da justeza da sua aplicabilidade perante
o que incide...não analisou, e devidamente, cada caso.
Dou dois exemplos que classifico de graves e de escandalosos. Mas o
Cidadão cala-se e remete-se ao silêncio, como se estivéssemos num Estado
sem direito e com a democracia arrecadada ou aprisionada pelos interesses.
Comer uma sopa, para matar a fome - quantas pessoas precisam dela para
tentarem andar de pé e para darem o pão nosso de cada dia aos seus filhos,
pelo menos ? - tem um IVA de 13%.
Mas dormir numa reles pensão ou num Hotel de 4 ou 5 estrêlas, sendo que a
primeira pode ser para os tesos e o segundo para os mais recheados de
carteira, tem um IVA de 6%.
Inacreditável. Dar de comer é mais caro que dormir. Que estranha sociedade
é esta ?
Ter electricidade, em casa, para confeccionar refeições, também para matar
a fome; para tomar banho; ou para, principalmente no Inverno, aquecer o
ambiente para que as crianças e os mais velhos não morram de frio é, em
Portugal, um luxo, porque o IVA é facturado a 23%.
Vem o Governo, agora, numa falaciosa propaganda, aquela que os políticos
apresentam estafadamente para nos enganarem, dizer que, e a partir de
Janeiro do próximo ano, para os contadores de menor "calibre", ou seja, de
menos potência (e aguentam mais que um aparelho a funcionar, incluindo o
tal aquecer?), o IVA passará para 13%.
É preciso ter lata e não perceber nada, de nada... da vida, principalmente
a dos pobres.
É por estas e por outras que já pertenço aos desacreditados da política...
Não mais vou em cantigas e em baladas para encantar e nos darem música, a
deles.
Mas pesquisem sobre o IVA e vão ter mais surpresas... Nas coisas dos
animais é uma desgraça.
É um imposto que, e estupidamente, incide, de forma pouco "honesta" e
correcta, nas tais coisas visíveis que nos fazem falta e de que precisamos
todos os dias.
O Estado, o tal de pouco Direito e com a Democracia a desfazer-se,
carrega-nos com impostos directos e indirectos, uma verdadeira barbaridade,
faltando-nos saber, em transparência, como deveria ser, para onde vai tanta
da massa que desembolsamos...

(Imagem retirada da net - depositphotos)
                                                                                                                                                                                                                                         António Barreiros