A ESPERANÇA CONTINUA VIVA...AINDA QUE LIGADA À MÁQUINA

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O jogo de hoje, com o Benfica B, revestia-se de enorme importância, pois a conquista dos três pontos era indispensável para, pelo menos matematicamente, a Académica manter de pé a hipótese de subida.

Só a vitória importava, independentemente da forma de a conseguir e de lá chegar. O nível exibicional, a prestação individual dos jogadores, a qualidade da arbitragem, a justeza da tática ou a intervenção do técnico no desenrolar da partida, tudo isso passava para segundo plano, em nome da concretização do objetivo primacial.

Não há, pois, que perder tempo com a crónica do jogo, para além do registo do 1-0, resultado final do nosso contentamento.

Agora é continuar a somar os pontos possíveis nos dois jogos que restam, para terminar com 64. Pontuação que poderá não ser suficiente para chegar ao grande objetivo em que poucos acreditavam e que os responsáveis nunca tiveram a coragem de assumir, mas que, ainda assim, deixa margem para a esperança. E que não ficará longe da meta empiricamente traçada de ganhar em casa e empatar fora (seriam 68).

Não estamos, é certo, numa posição privilegiada e totalmente cómoda, mas a verdade é que candidatos que se apetrecharam fortemente e nunca esconderam a ambição de estar na 1ª Liga na próxima época, como o Feirense ou o Chaves, já tiveram hoje de desistir e entregar as armas.

Na próxima 4ª feira exige-se a vitória na repetição com o Vilafranquense, com o duplo significado de continuar a acalentar o sonho, mas, também, de permitir a reposição integral de uma justiça que não ficou feita na sua plenitude.

E se se conseguir ultrapassar com sucesso essa barreira, chegar-se- á à última ronda ainda com hipóteses, o que não deixa de ser um feito meritório. E aí haverá que esperar que o milagre aconteça. Façamos o nosso trabalho no confronto com o Leixões e esperemos que o Vilafranquense e/ou o Chaves nos dêem a ajudinha final, que seria tão benvida e bem merecida, pesem embora os desaires totalmente imprevistos e incompreensíveis que nos impedem de, ao dia de hoje, estar já a festejar um retumbante sucesso da Briosa nesta conturbada época 20/21.

EU AINDA ACREDITO!

(Imagem: ROGÉRIO FERREIRA/KAPTA)

                                                                                                                                                                                                                                    Jorge Pedroso de Almeida