ANO NOVO, VIDA NOVA

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Evitar uma derrota no último minuto do período de compensação só pode ser motivo de satisfação, mesmo num jogo em que, à partida, a vitória seria o único resultado que interessava verdadeiramente.

O confronto de hoje com o Trofense revestia-se de uma enorme importância, pois a conquista dos três pontos seria a confirmação do percurso ascensional da Académica, iniciado com a entrada do treinador Pedro Duarte e daria novo alento à desejada recuperação na tabela.

Não foi possível chegar ao triunfo, mas aquele golo salvador alcançado ao minuto 97, foi marcante e encheu de alegria a massa adepta. Desde logo, porque permitiu evitar mais uma derrota que, a acontecer, deixaria a equipa em maus lençóis, em estado de coma, ligada à máquina. Depois, porque se corrigiu uma injustiça, já que, pelo que se passou no relvado, nada justificava que o Trofense saísse vencedor. Acresce que a Briosa produziu uma exibição interessante, mormente no segundo tempo, nunca desistiu de chegar ao golo, nunca baixou os braços, mostrou sempre arreganho, crença, vontade, disponibilidade, empenho. Mas, também, porque é bom não esquecer que foi uma equipa muito fragilizada que entrou em campo, privada de vários dos seus elementos mais valiosos ou em maior destaque.

Ainda não é tempo de deitar a toalha ao chão. O início da época foi calamitoso, com os míseros dois pontos conseguidos na era Rui Borges, a que se seguiu a incrível passagem de João Carlos Pereira, que acabou por desistir sem ter conquistado um único ponto.

Mas à terceira foi de vez e parece que, finalmente, a escolha do treinador se mostra acertada, com seis pontos em cinco jogos e, mais do que isso, incutindo nos jogadores uma atitude bem diferente, que os leva a correr e a lutar mais, a acreditar nas suas capacidades e que o esforço de todos não deixará de ser devidamente recompensado.

A família academista não está ainda tranquila, as dificuldades que temos pela frente são imensas, o atraso para os concorrentes mais próximos é grande, mas a esperança continua viva.

O ano de 2021, marcado por tantos desencantos e frustrações desportivas, chega ao fim. Mas o Novo Ano que se aproxima só nos pode trazer a esperança numa VIDA NOVA. Com os necessários ajustes no plantel que estarão por certo já perfeitamente identificados, com um treinador cada vez mais identificado com o Clube e com a equipa cada vez mais recetiva às suas ideias, quero acreditar que as vitórias irão começar a aparecer de enxurrada, a pontuação será substancialmente aumentada e estas semanas sucessivas em lugares de descida acabarão por ficar com uma recordação que, lá mais para a frente, quando chegar a bonança, nos irá fazer sorrir.

Que 2022 venha repleto de sucessos e coisas boas, para a Académica e para todos os Academistas.

Jorge Pedroso de Almeida

Foto: CATARINA MORAIS/KAPTA - Zerozero