Editorial 30/01/2026

EDITORIAL 30 01 2026

ESTA COISA DE “SER PORTUGUÊS”

O que parece noite escura na alma portuguesa afinal não é escura: é cinzenta. Assim também a noite escura, provocada pela tempestade com nome escandinavo, que mostrou o cenho esta semana e pôs a nu as deficientes estruturas do interior de Portugal, também fez vir ao de cima a resiliência de ser-se português. O tal cinzento onde nada está completamente bem, nem completamente mal. O famoso “vamos andando” afinal não é assim tão mau!

Mas quando o impensável acontece e a demência acéfala toma conta dos decisores nacionais e regionais, é com intensa sede e muita escassa ventura que se procuram políticas estruturantes que não tenham, apenas, remendos cosidos apressadamente para “inglês ver” e para estender a mão a mais uns euros à Comunidade Europeia.

O que nos faz valer a pena revisitarmos a noção de sermos portugueses caracterizada pela nossa hospitalidade, resiliência, solidariedade, e um sentimento de universalidade, de acolher "todo o Mundo em casa". Ora é esse o perfil que devemos escolher nas próximas eleições para representar Portugal dentro e fora de portas. Não o ódio, mas a solidariedade. Não a hostilidade, mas a hospitalidade. Não a separação entre seres, mas mais a humanidade onde todos somos irmãos e devemos solidariedade.

Essa resiliência de nos levantarmos, depois de derrubados pelas tempestades, é que faz ver a verdade do que é sermos portugueses. Não são as vitórias no futebol, nem os discursos berrados contra a humanidade (sejam nacionais ou estrangeiros) que se opõe a sermos portugueses. É este levantar, mesmo quando as políticas não são estruturantes e os eleitos apenas aparecem com discursos de remediar o que antes não foi pensado e muito menos feito.

Para O Ponney é este o espírito português a manter. Por muito que doa a quem tenha apenas ódio no coração e não consiga ver o êxito de se ser Português, por este sentimento de universalidade de todos acolhermos na nossa casa ou no nosso jornal.

E este sentimento faz-nos questionar muitos discursos onde o abate, a morte a tábua rasa são a única solução. Não existem “únicas soluções” e, na sua pluralidade, devem estar sobre a mesa antes da tomada de decisão que afeta a comunidade. Quando assim não é matamos a esperança, a fé, as árvores e a qualidade de vida.

Por isso iniciamos com o artigo «AFINAL AS GRANDES ÁRVORES SÃO CRIMINOSAS» com este título provocador para pensarmos se um doente se queixar de dor de cabeça não se deve mandar cortar a cabeça. Será que um médico pode pensar assim?

Será que o título académico pode ser atestado à desumanidade?
O artigo «AS PAREDES CONTINUAM A GRITAR» segue o rasto de um crime que não pode passar impune em Coimbra. O Ponney não larga o assunto enquanto não for devidamente esclarecido.

E se a Universidade é a escola onde se deve entender, pela lógica, o todo então falta perceber a visível atitude de desumanidade denunciado no artigo «VAMOS LÁ EXIGIR MAIS DINHEIRO A QUEM NÃO TEM».

Parece que a tempestade «KRISTIN AJUDOU O MICRO MUSEU EM COIMBRA», vamos perceber a razão. Terminamos os artigos de destaque onde «KRISTIN PÕE A NU AS FRAGILIDADES DE PORTUGAL».

Depois temos a banda desenhada da Dani que nos aponta o bom caminho para a Dieta Mediterrânica, que se prova mais saudável.

Nos artigos de opinião trazemos o artigo «A AUTORA QUE ESCREVIA LIVROS COM PIADAS SEM O SABER» escrito pela nossa bem humorada Maria Júlia.

Escrito por Rosário Portugal temos o artigo mais sério «CUIDAR MAIS DO FUTURO» este artigo faz-nos refletir se os decisores em Portugal estão mesmo a cuidar do Futuro.

Fechamos com um artigo escrito pela nossa amiga Manuela Jones que nos traz «JOSÉ GOMES: O TRAÇO QUE FAZ HISTÓRIA E AS “CÓCEGAS” DO HUMOR».

Outros artigos no nosso jornal, para ler e pensar.

Bom fim de semana à lareira com boas leituras;
José Augusto Gomes
Diretor do jornal digital O Ponney